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Geral

Be8 BeVant, produzido em Passo Fundo, começa a ser testado no transporte coletivo de Porto Alegre

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

A Prefeitura de Porto Alegre iniciou testes com o biocombustível Be8 BeVant no transporte coletivo da Capital. A parceria com a empresa passo-fundense Be8 foi formalizada nesta quarta-feira (2), durante a Expointer 2026, e prevê a utilização do combustível em uma frota selecionada de ônibus. O projeto terá duração de seis meses e busca avaliar o desempenho do biocombustível em condições reais de operação. Segundo a Be8, o produto pode reduzir em até 99% as emissões de gases de efeito estufa e pode ser utilizado nos motores a diesel já existentes, sem necessidade de alterações mecânicas nos veículos.

A operação será acompanhada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Ao longo dos seis meses, serão observados fatores como quilometragem, condições de tráfego, demanda, desempenho dos veículos, custos e logística de abastecimento. A expectativa é que os dados obtidos durante o período de demonstração auxiliem Porto Alegre na definição de estratégias para a transição energética e a redução das emissões no transporte coletivo.

Durante a assinatura do termo, o presidente da Be8, em entrevista a Uirapuru, Erasmo Carlos Battistella, destacou que a entrada do produto no transporte coletivo de Porto Alegre representa um momento histórico para a empresa. Ele ressaltou que a Capital será uma vitrine para uma tecnologia desenvolvida no Rio Grande do Sul e que utiliza matéria-prima gaúcha. Battistella também lembrou que Passo Fundo foi pioneira na utilização do Be8 BeVant no transporte coletivo e afirmou que a empresa pretende ampliar a aplicação da tecnologia para outras áreas. Entre as possibilidades, estão veículos utilizados na coleta de resíduos e outros serviços públicos.

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, afirmou que a iniciativa faz parte das ações do município voltadas à sustentabilidade. Segundo ele, a possibilidade de utilizar um combustível renovável na frota existente representa uma alternativa à necessidade de substituição dos ônibus por veículos elétricos, que possuem custo de aquisição mais elevado. Melo destacou ainda que o projeto começa com uma frota menor, mas poderá ser ampliado conforme os resultados dos testes. O prefeito defendeu a construção conjunta da iniciativa com as empresas responsáveis pelo transporte coletivo e afirmou que outros municípios também poderão avaliar a solução.