Candidata Marina Bernardes defende plataforma focada em planejamento das cidades, segurança com foco nas mulheres e enfrentamento às emergências climáticas
Dando seguimento à rodada de entrevistas com os candidatos de Passo Fundo nas Eleições de 2026, o programa Repórter do Povo recebeu hoje a candidata a deputada estadual Marina Bernardes, do PT. Conforme programado desde o início das entrevistas, todos os postulantes serão questionados sobre propostas para infraestrutura logística e segurança pública, prioridades definidas pelos ouvintes em consulta promovida pelo Grupo Uirapuru.
Marina Bernardes deu início à entrevista enfatizando ser natural de Passo Fundo, oriunda de escolas públicas, com graduação realizada em Passo Fundo, em Arquitetura e Urbanismo e pós-graduação cursada no Vale do Itajaí/SC, onde afirmou ter aprendido sobre enchentes e de onde veio o conhecimento para o desenvolvimento do projeto realizado em Passo Fundo Arquitetura Pra Quem Mais Precisa, de construção de banheiros em residências que não o tinham.
Infraestrutura logística
Para Marina Bernardes, o primeiro passo seria sair da lógica do reparo e pautar o planejamento: “projetos adequados que considerem sinalização adequada, que considerem os nossos acostamentos, que façam com que a rodovia seja calculada para aquele número de transporte, sejam de cargas ou de pessoas”, destacou. Além disso, afirmou a necessidade de uma discussão séria sobre concessões, que pesam no orçamento das pessoas.
A candidata também ressaltou a importância da volta da discussão da malha ferroviária e sua recuperação. “Nós não podemos olhar o estado, as políticas do nosso município ou do estado ou do país a cada quatro anos”, argumentou.
Segurança pública
O tema, afirmou a candidata, é uma de suas prioridades, especialmente no que se refere às mulheres: “pensar numa cidade mais segura para as mulheres é uma cidade mais segura para todo mundo.” Para ela, o tema vai além da violência doméstica, inclui também a violência urbana, que ela classifica como ruas escuras, praças abandonadas, trechos hostis. Uma das propostas é o mapeamento das áreas hostis, assim como delegacias 24 horas, garantia de tornozeleiras para monitoramento dos agressores e renda básica para as mulheres. “As mulheres não conseguem romper ciclos de violência se elas têm dependência econômica”, destacou.
Considerações finais
No momento de apresentação de propostas gerais, Marina Bernardes falou da preocupação com a exposição das famílias às bets e o consequente vício e endividamento, um grande gerador de conflito nas famílias. Para ela, isso exige do Estado uma política de acolhimento e tratamento.
Na saúde, ressaltou a fiscalização, especialmente quanto ao percentual investido pelo Estado que, de acordo com ela, não passa dos 10,5% do orçamento, quando deveria ser 12%. “Isso precisa ser denunciado, precisa ser fiscalizado, porque depois a gente consegue atuar em propostas mais concretas”, salientou.
Enfrentamento à emergência climática foi outro tema de propostas. A candidata propõe mais orçamento para política habitacional, mais proteção para áreas de preservação e planejamento regional e amplo. “Toda a água que cai aqui em Passo Fundo da chuva vai para uma bacia”, pontou, lembrando que as cidades não estão isoladas, pois a chuva que acumula na cidade vai para a bacia que acaba desaguando em Porto Alegre. “Não tem como me desvincular dessa visão urbana pensando no planejamento regional, porque a gente falha muito quando a gente olha para o planejamento local”, argumentou.
Marina Bernardes defendeu também como proposta a valorização do transporte público e tarifa zero: “a única resposta para o trânsito que nós vamos ter é aumentar o número de pessoas que se deslocam em transporte coletivo.”
