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Política

Carlos Iran abre série de entrevistas da Rádio Uirapuru com candidatos de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A Rádio Uirapuru deu início hoje à série de entrevistas com os candidatos a deputado estadual e federal de Passo Fundo nas Eleições 2026. O primeiro a participar do programa Repórter do Povo foi Carlos Iran, candidato a deputado estadual pelo Missão. Todos os candidatos serão questionados sobre propostas para infraestrutura logística e segurança pública, prioridades definidas pelos ouvintes a partir de uma consulta promovida pelo Grupo Uirapuru, que colocou cinco temas estratégicos em votação.


Carlos Iran, 24 anos, está em sua primeira eleição. A entrevista à Rádio Uirapuru foi também a primeira concedida por ele como candidato. Ao se apresentar, afirmou que decidiu concorrer porque “estava cansado de políticos que só ficam atacando a consequência e não a causa dos nossos problemas”. Como exemplo, citou a saúde. De acordo com ele, o sucateamento do setor ocorre pela falta de capacidade de investimento.


Infraestrutura logística

Sobre a infraestrutura logística, tema escolhido pelos ouvintes, Carlos Iran disse que busca seguir o plano do candidato à Presidência da República pelo seu partido, Renan Santos, de criar zonas de desenvolvimento econômico, “que vão facilitar o licenciamento, o licenciamento, diminuir burocracia, diminuir imposto e, principalmente, priorizar as regiões de Passo Fundo e rodovias para escoamento de produção”, destacou.


Para ele, deve haver metas públicas relacionadas aos custos logísticos: “para que o serviço público seja medido através de metas, usando indicadores já disponíveis no Tribunal de Contas e que, se não for atingindo essas metas, você tenha sanções. Porque hoje existem muitas métricas, existem muitas metas e indicadores, mas não existe sanção se você não cumpre. Qual é o objetivo de uma política se você não cumpre? Se você não cumpre, você tem que ser punido”, ressaltou. Segundo o candidato, uma das punições seria a inelegibilidade.


Segurança pública

Em relação ao segundo tema, segurança pública, Carlos Iran afirmou acreditar que este é um dos problemas mais sérios do país. Ele avalia que existem facções e crime organizado “instaurado da administração pública, nos partidos políticos, na Faria Lima, em todos os lugares. E não adianta a gente ficar pensando apenas na ressocialização”, defendeu.


Para ele, diferentemente de outros países, como os europeus, onde, segundo citou, existe a possibilidade de ressocialização em crimes como “pickpocket” — popularmente conhecido como “batedor de carteira”, em português —, essa realidade não se aplicaria ao Brasil. “Aqui no Brasil onde está instaurado na política, no sistema financeiro e em todos os lugares, e tão grave como é, com organizações criminosas, esse combate tem que ser muito mais efetivo, como foi em El Salvador”, pontuou.


Considerações finais

Carlos Iran afirmou ter elaborado 70 propostas, que estão disponíveis em seu site. Um dos focos de sua atuação, caso seja eleito, segundo ele, serão os jovens. “A gente comentou aqui agora há pouco, sobre a falta de mão de obra. Os cursos técnicos não atendem tanto às demandas regionais. Por exemplo, a gente tem aqui a Be8, a gente tem várias empresas envolvidas com agro, que estão demandando um público específico para trabalho. E às vezes não está sendo atendido, esse jovem acaba vendo oportunidades em outros lugares e acaba saindo do nosso estado. Por isso, o meu foco é promover cursos técnicos envolvendo a realidade de cada região”, explicou.