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Amadurecer é compreender que nem tudo acontecerá como imaginamos

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Quando somos crianças, imaginamos o futuro sem pedir autorização à realidade. Não calculamos riscos, não pensamos no fracasso, não perguntamos se somos capazes. Apenas desejamos.

Depois crescemos.

E descobrimos que existem contas, perdas, rejeições, cansaço, imprevistos e portas que não se abrem simplesmente porque batemos nelas.

Mas existe uma diferença enorme entre amadurecer e se tornar descrente.

Amadurecer é compreender que nem tudo acontecerá como imaginamos.

Tornar-se descrente é concluir que, por isso, nada mais vale a pena imaginar.

Talvez alguns sonhos precisem mudar de forma. Talvez outros precisem esperar. Alguns, inevitavelmente, precisarão ser deixados para trás.

Mas há sonhos que não deveriam ser abandonados apenas porque a realidade ficou mais difícil do que imaginávamos.

Porque, às vezes, aquele sonho antigo não era uma previsão sobre o futuro.

Era uma pista sobre nós.

Uma pequena lembrança de quem éramos antes de aprender a diminuir nossos desejos para caber nas circunstâncias.

E talvez seja por isso que certas vontades continuam voltando, mesmo depois de tantos anos.

Não para nos lembrar do que perdemos.

Mas do que ainda somos capazes de querer.

Por @escritologia

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