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As pessoas aplaudem o resultado porque o resultado é fácil de fotografar

| RD Uirapuru / Ieda Almeida
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As pessoas aplaudem o resultado porque o resultado é fácil de fotografar.

O brilho aparece.
O esforço, quase nunca.

A roupa alinhada chama atenção. O sapato bem cuidado impressiona. A conquista desperta comentários. Mas quase ninguém pergunta quantas vezes aquela pessoa chegou em casa exausta, engoliu o choro, respirou fundo e continuou mesmo sem plateia.

O mundo ama a parte polida da história. Ama o antes e depois, o sucesso embalado, a vitória pronta para ser exibida. Mas ignora a sola gasta, as noites mal dormidas, as renúncias silenciosas, os fracassos escondidos, as tentativas que ninguém viu.

Muita gente julga o brilho como sorte, privilégio ou facilidade, porque reconhecer o esforço do outro também obriga a encarar a própria acomodação.

É mais confortável dizer “fulano teve sorte” do que admitir que fulano insistiu quando ninguém acreditava.
É mais fácil diminuir a conquista alheia do que respeitar a disciplina que sustentou aquela caminhada.

Por trás de todo brilho verdadeiro, quase sempre existe uma parte desgastada que ninguém quer olhar.

A sola suja é a prova do caminho.
O couro marcado é a memória das quedas.
O buraco escondido é o preço de continuar andando mesmo quando faltava força.

Por isso, cuidado antes de invejar o brilho de alguém.

Você está vendo apenas a parte que chegou inteira.
Não está vendo o quanto essa pessoa se remendou por dentro para não desistir no meio da estrada.

Conquista bonita também tem cicatriz.

E quem só enxerga o brilho nunca entende o valor da caminhada.

Por @diarioespirita1

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