Não confundas bondade com obrigação de suportar tudo
Não confundas bondade com obrigação de suportar tudo. A pessoa boa também se cansa, se entristece e, muitas vezes, silencia por não desejar ferir. Quando perdoa repetidas vezes, não significa que deixou de sentir; significa apenas que ainda está tentando preservar aquilo que considera valioso.
É perigoso acreditar que alguém permanecerá para sempre apenas porque sempre permaneceu até agora. Há corações pacientes que suportam ausências, palavras duras e decepções, mas chega o momento em que compreendem que continuar também pode ser uma forma de se abandonar.
Não abuses de quem te oferece compreensão. Não transformes a generosidade alheia em licença para repetir os mesmos erros. O perdão é oportunidade de mudança, não autorização para ferir novamente.
Valoriza quem te procura com sinceridade, quem permanece ao teu lado nos dias difíceis, quem te escuta sem interesse e quem celebra tuas pequenas vitórias. Nem sempre essas pessoas fazem barulho. Muitas delas demonstram afeto em gestos simples, e justamente por isso passam despercebidas até o dia em que deixam de estar por perto.
Quando alguém se afasta depois de ter tentado muitas vezes, evita julgar com pressa. Talvez não tenha faltado amor. Talvez tenha faltado espaço para continuar oferecendo amor sem se perder de si.
A bondade também precisa de respeito. A amizade também precisa de cuidado. Toda relação saudável necessita de reciprocidade, mesmo que cada um ofereça à sua maneira.
Por isso, enquanto ainda houver tempo, aprende a reconhecer quem te faz bem. Pede perdão quando necessário. Corrige o que puder ser corrigido. Não deixes para amanhã a gratidão que pode ser demonstrada hoje.
Há ausências que ensinam tarde demais o valor de uma presença.
E embora o perdão seja sempre possível, nem toda porta que se fecha encontra razão para se abrir novamente.
Por @diarioespirita1
