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Não é apenas o cansaço do corpo, mas o acúmulo da vida

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Chico Xavier dizia que: “Num dia a gente se quebra todo, no outro, a gente se remenda. A vida é sobre reconstruir, recomeçar, refazer.”

Talvez essas palavras encontrem você num tempo em que tudo pesa. Não é apenas o cansaço do corpo, mas o acúmulo da vida: responsabilidades que apertam, feridas antigas que retornam e expectativas que exigem além do possível. Em silêncio, chega o limite. Não por fraqueza, mas pelo peso de tudo o que foi carregado.

A vida não exige perfeição. Ela pede perseverança. Mesmo quando tudo parece ruir, algo permanece de pé dentro de você: a decisão de não desistir de si mesmo. Reconstruir não acontece de uma vez. Começa quando você escolhe continuar, mesmo ferido, mesmo sem respostas, mesmo sem garantias. Seguir, nesses momentos, também é coragem.

A espiritualidade não promete uma vida sem dor. Ensina que a dor é passagem, não destino. O mesmo tempo que permite a queda prepara o amadurecimento. O que hoje parece ruína, amanhã poderá se tornar alicerce, não para devolver quem você era, mas para revelar quem você está se tornando.

O ensinamento de Chico não romantiza o sofrimento. Ele dá sentido à caminhada. A dor ensina, mas não governa. A perda marca, mas não define. A fé não impede as lágrimas; ela ilumina o caminho quando tudo parece confuso.

Você não nasceu para permanecer no chão. Nasceu para se reconstruir quantas vezes forem necessárias. Cada recomeço fortalece. Cada queda remove excessos. Cada lágrima prepara um novo tempo. Nada foi em vão.

E se você sente que alguns ciclos continuam se repetindo, existe um motivo para isso. Toda repetição traz um aprendizado que precisa ser compreendido.

Por @espiritualidades

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