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Não há verdadeira transformação sem alguma renúncia

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Se decidirmos evoluir, devemos estar preparados para as renúncias e despedidas, pois nem tudo acompanhará o despertar da nossa consciência.

O progresso moral modifica necessariamente as relações do Espírito com aquilo que o cerca.

À medida que compreende melhor os deveres da existência, que reconhece os próprios erros e aprende a distinguir o necessário do supérfluo, torna-se natural que certas inclinações, hábitos, interesses e vínculos deixem de conservar sobre ele a mesma influência.

Não há verdadeira transformação sem alguma renúncia.

O homem que deseja permanecer exatamente como sempre foi, conservando os mesmos apegos, as mesmas paixões e as mesmas conveniências, dificilmente poderá pretender uma renovação profunda de si mesmo.

A consciência esclarecida cria novas responsabilidades.

Aquilo que antes aceitávamos sem reflexão pode tornar-se incompatível com os princípios que passamos a reconhecer como justos. Certos ambientes deixam de nos satisfazer. Algumas relações perdem a afinidade que possuíam. Determinadas escolhas, outrora toleradas, começam a pesar sobre a consciência.

Não significa que devamos desprezar aqueles que permanecem em outra condição moral.

Cada Espírito possui o seu tempo, as suas provas e o seu grau de entendimento.

A evolução não nos autoriza a julgar ninguém.

Ensina-nos apenas que não devemos abandonar o bem compreendido para conservar aquilo que já não corresponde à nossa consciência.

Há despedidas que não representam ingratidão, mas consequência natural de caminhos que começaram a seguir direções diferentes.

Também há renúncias que parecem perdas aos olhos do mundo, embora sejam verdadeiros ganhos para o Espírito.

Progredir exige coragem para deixar para trás aquilo que já cumpriu sua função em nossa caminhada.

Porque a consciência, uma vez esclarecida, dificilmente consegue repousar por muito tempo onde já reconheceu que não deve permanecer.

Por @diarioespirita1

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