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Nenhuma conquista permanece limpa quando nasce da queda de alguém

| RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Divaldo Franco, sob a inspiração espiritual de Joanna de Ângelis, toca numa ferida que muita gente prefere ignorar: existe alegria que parece vitória, mas foi construída sobre lágrimas que não deveriam ter sido derramadas.

E isso não vale apenas para grandes injustiças.

Vale para a satisfação secreta ao ver alguém fracassar. Para a sensação de superioridade quando o outro perde espaço. Para a conquista obtida pela manipulação, pela humilhação, pela mentira, pela indiferença diante da dor que causamos. Vale para toda felicidade que precisa diminuir alguém para se sentir maior.

A espiritualidade não condena a alegria. Pelo contrário, reconhece a alegria como luz da alma. Mas há uma diferença profunda entre a alegria que floresce do bem e aquela que nasce da ferida alheia.

A primeira pacifica.

A segunda cobra.

Joanna de Ângelis sempre nos conduz a olhar para dentro com coragem. Não basta perguntar se vencemos. É preciso perguntar o que essa vitória fez de nós. Se para chegar onde estamos foi necessário esmagar afetos, trair confianças, abandonar responsabilidades ou fechar os olhos para o sofrimento que deixamos no caminho, talvez não estejamos diante de uma bênção, mas de uma conta espiritual ainda aberta.

A vida pode até permitir certas conquistas.

Mas a consciência não se engana por muito tempo.

O que nasce da dor provocada volta como inquietação, vazio, cobrança íntima, ausência de paz. Porque ninguém repousa verdadeiramente sobre aquilo que feriu para conseguir.

A alegria justa não precisa de plateia ferida.

Ela não se alimenta da derrota de ninguém. Ela cresce sem roubar dignidade. Chega sem deixar destruição. Pode ser celebrada sem peso, lembrada sem vergonha e oferecida a Deus sem constrangimento.

Antes de comemorar uma vitória, olhe para o caminho.

Se ficaram lágrimas injustas atrás de você, talvez ainda haja algo a reparar.

Porque a verdadeira alegria não é apenas chegar.

É chegar sem ter transformado o coração dos outros em estrada.

Por @diarioespirita1

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