Ponto e Contraponto: O custo da corrida eleitoral em Passo Fundo
Na segunda-feira, dia 14, encerrou-se o prazo para que os candidatos fizessem a primeira prestação de contas parcial da campanha eleitoral. A princípio, todos os candidatos com origem em Passo Fundo apresentaram o relatório e, juntos, os 19 candidatos, somaram um gasto de quase R$ 3,4 milhões. Grande parte dos gastos foi para windbanners, impulsionamento de redes sociais, contratação de colaboradores, impressos e combustível. Os candidatos a deputado federal gastaram mais até agora: R$ 1, 7 milhão, enquanto os estaduais somam R$ 1,6 milhão (números arredondados).
Gastos I
Do total de gastos dos candidatos a deputado federal, Beto Albuquerque, Luciano Azevedo e Ada Munaretto concentram os maiores valores que, somados, chegam a R$ 1,4 milhão, ou 82% do total de R$ 1,8 milhão. Veja a lista:
- Beto Albuquerque (PSB): R$ 997,1 mil
- Luciano Azevedo (PSD): R$ 305,7 mil
- Ada Munaretto (Novo): R$ 166.730
- Júlio Stobbe (PT): R$ 157,4 mil
- Tchiequinho (PL): R$ 97,8 mil
- Ingra Costa e Silva (PSOL): R$ 48,3 mil
- Iriel Sachet (Podemos): R$ 18 mil
- Alexandre Vieira (PDT): R$ 17,00
- Eduardo Mengol (Missão): R$ 37,00
Gastos II
Já os três candidatos a deputado estadual que mais gastaram, Sandro do Covatti, Márcio Patussi e Mateus Wesp, representam aproximadamente 74,3% do total de despesas contratadas de toda a lista, que soma R$ 1,6 milhão. Os três somam quase R$ 1,2 milhão.
Por candidato:
- Sandro do Covatti (PP): R$ 477 mil
- Márcio Patussi (PL): R$ 410,4 mil
- Mateus Wesp (PSD): R$ 282,3 mil
- Eva Valéria (PT): R$ 120 mil
- Gio Krug (PSD): R$ 111,5 mil
- Marina Bernardes (PT): R$ 107,9 mil
- Regina dos Santos (PDT): R$ 51,2 mil
- João Pedro Nunes (MDB): R$ 7,1 mil
- Carlos Iran (Missão): R$ 6.140
Panorama geral
- Maior gasto geral: Beto Albuquerque (PSB), com R$ 997,1 mil — sozinho, concentra quase 30% de todo o valor gasto pelo grupo.
- Menor gasto geral: Alexandre Vieira (PDT), com apenas R$ 17,00.
- Concentração: apenas três candidatos (Beto Albuquerque, Sandro do Covatti e Márcio Patussi) somam R$ 1.884,5 mil — mais da metade do total gasto por todos os 19 candidatos.
Duplicação da BR 285
A licitação conduzida pelo DNIT para contratar os estudos e projetos de engenharia da futura duplicação de 39 quilômetros da BR-285, entre Passo Fundo e Carazinho, recebeu 11 propostas. Dessas, três foram desclassificadas, restando oito empresas na disputa, que será decidida com base na avaliação de preço e viabilidade técnica. Os valores apresentados variam de R$ 4,9 milhões a R$ 6,5 milhões, sendo este o limite máximo indicado pelo edital. O resultado somente será divulgado após a conclusão da análise técnica, que verificará se a empresa escolhida possui capacidade de realizar o projeto.
Necessários
O trecho a ser duplicado compreende os quilômetros 304 e 343 da rodovia e está entre os segmentos de maior movimento da região, com circulação diária superior a 10 mil veículos. Esse fluxo tende a aumentar após o início da operação da Usina de Etanol que está sendo construída pela Be8 às margens do trecho da rodovia. Para a etapa de elaboração do projeto, o DNIT prevê investimento de aproximadamente R$ 6 milhões e 550 mil, e a empresa vencedora da licitação terá 18 meses para elaborar os estudos e os projetos básico e executivo de engenharia.
