Ponto e Contraponto: Partidos investem R$ 6 milhões em candidatos locais
Os 19 candidatos de Passo Fundo que concorrem à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa já acumulam R$ 6.853.841,00 em recursos para a campanha eleitoral. Desse montante, R$ 6.175.513,00 vieram do Fundo Eleitoral ou do Fundo Partidário, repassados pelos diretórios nacionais ou estaduais — o equivalente a 90% de recursos públicos. Entre os postulantes a deputado federal, Alexandre Vieira (PDT) e Ingra Costa e Silva (Psol) receberam 100% do fundo especial. Já Júlio Stobbe (PT), Luciano Azevedo (PSD), Iriel Sachet (Podemos), Renato Tiecher (PL) e Ada Munaretto (Novo) somam mais de 90% do valor obtido. Beto Albuquerque (PSB) alcança 79% do fundo especial, enquanto Eduardo Menegol (Missão) registra 55%.
Deputado estadual
Na disputa pela Assembleia Legislativa, quatro candidatos tiveram mais de 90% de suas receitas provenientes dos fundos eleitoral ou partidário: Sandro do Covatti (PP), Marina Bernardes e Eva Valéria (PT), e Gio Krug (PSD). Regina dos Santos (PDT) soma 83% da receita com o fundo especial, e Márcio Patussi (PL), 70%. Mateus Wesp (PSD) captou 59% desses recursos. As menores captações ficaram com João Pedro Nunes (MDB), com 49% da receita vinda de fundo eleitoral ou partidário, e Carlos Iran (Missão), com 39%. O candidato Elicézio de Almeida (Novo) não recebeu recurso público.
Retorno do ICMS
Passo Fundo melhorou sua posição no ranking estadual de retorno do ICMS, segundo o índice provisório divulgado pela Secretaria da Fazenda nesta semana, que vale para 2027. Passou da 6ª para a 5ª posição, ficando atrás apenas de Canoas, Porto Alegre, Caxias do Sul e Gravataí. No entanto, os valores reduziram-se em 3,4% entre 2026 e a projeção para 2027. Para as prefeituras que identificarem divergências nos dados econômicos de base (gerados no ano de 2025), o prazo final para enviar uma impugnação encerra-se no dia 5 de outubro de 2026.
Gargalos
A região Norte do Estado tem a terceira maior fila aguardando consulta especializada pelo SUS. Apenas Passo Fundo concentra mais de 8 mil pacientes em espera. A ortopedia lidera o ranking, com mais de 30% dos pacientes na espera. Depois vêm a cirurgia geral, com 12%, e a oftalmologia, com cerca de 7%. A demanda no Rio Grande do Sul chega a 600 mil gaúchos. Esse é um gargalo que precisa ser enfrentado com seriedade. Deveria estar na pauta dos candidatos, com propostas claras e objetivas. Mas está passando batido.
Investimento em Carazinho
O prefeito de Carazinho, João Pedro Albuquerque (PSDB), informou nas suas redes sociais que Carazinho vai receber investimento de uma grande empresa. O anúncio oficial será feito nesta sexta-feira, 25. A empresa, segundo o prefeito, não é multinacional, mas um empreendimento que escolheu Carazinho para fincar raízes. Ela deve gerar 300 empregos imediatos e 1 mil empregos em 10 anos. Outra empresa,de laticínios também será instalada no município, com investimento de R$ 12 milhões.
Leilão
O prefeito Pedro Almeida (PSD) estuda alterações no edital da área onde esteve instalada a Manitowoc e está determinado a fazer um novo leilão, provavelmente no início de 2027 e na B3, com quem o município renovou o prazo. “O momento político do país acabou nos prejudicando. O empresariado aguarda as eleições para tomar decisões e investimentos”, avaliou. Mas o interesse pela área é fato, já que, mesmo sem realizar o leilão do dia 17 de setembro, a prefeitura continuou a receber visitantes.
