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Ponto e Contraponto: Retirar a faixa de ciclista no Boqueirão é o melhor a ser feito

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A enorme faixa instalada no início da ciclovia do Boqueirão — onde ocorreu uma tragédia no dia 4, feriado de Corpus Christi — não resolverá o problema crônico do uso indevido por pedestres que correm e caminham no local. Logo após o acidente que vitimou um ciclista, a pista foi esvaziada, mas, passados mais de sete dias, já se observa uma movimentação crescente de pessoas que insistem em praticar atividade física em um espaço inadequado e perigoso. As características dos canteiros centrais da Avenida Brasil não permitem tecnicamente a implantação de uma ciclovia, pois não atendem às especificações do manual básico do Senatran/Contran. O melhor a fazer é retirar a faixa do local e planejar uma alternativa mais segura para ciclistas e pedestres. Até agora, o que se tem é uma tragédia que destruiu a família da vítima, as famílias das mulheres acusadas de homicídio culposo (sem intenção de matar) e a do motorista que, acidentalmente, atropelou a vítima.

Estratégia
O pré-candidato a deputado estadual Márcio Patussi (PL), o mais votado entre os que disputaram vaga na Assembleia em 2022 por Passo Fundo, aposta na capilarização dos votos do campo de centro-direita e direita que não serão mais disputados por candidatos da eleição passada. Na mira estão os quase 8 mil votos do ex-vereador Rodinei Candeia, os 3,6 mil votos de Tadeu Trindade e até os quase 4 mil votos do vereador Renato Tiecher, que neste ano disputará vaga para deputado federal. Até o momento, Passo Fundo tem nove pré-candidatos, contra 15 na eleição de 2022. Como a coluna mencionou na semana passada, quanto menos candidatos, maior a chance de concentração de votos. Esse número, porém, ainda pode mudar com as convenções, que começam em 20 de julho e se encerram em 5 de agosto.

Nomes
A lista dos pré-candidatos a deputado estadual é a seguinte: João Pedro Nunes (MDB), Mateus Wesp (PSD), Gio Krug (PSD), Sandro Franciscato (PP), Marcio Patussi (PL), Marina Bernardes (PT), Eva Valéria Lorenzato (PT), Regina dos Santos (PDT) e Elicezio de Almeida (Novo).

Veto político
A vereadora Regina dos Santos (PDT) lamentou que o veto do prefeito Pedro Almeida ao projeto de sua autoria, que pretendia criar a Política Municipal de Atenção às Pessoas com Diabetes Tipo 1, tenha sido político, e não técnico. Os mesmos vereadores que haviam aprovado a matéria — depois de ela passar pela procuradoria jurídica e pelas comissões — acataram o veto do Executivo. Segundo ela, o projeto preenchia uma lacuna importante na legislação municipal, defasada desde 2002 diante dos avanços da medicina e das necessidades atuais da população. O projeto não criava um novo programa obrigatório nem despesas ao Executivo, apenas atualizava diretrizes.

Regularização

A Câmara de Vereadores acertou ao aprovar o projeto de lei que permite a regularização extraordinária de ocupações irregulares e mudança de atividade-fim de empresas beneficiadas com incentivos públicos. A medida, que agora segue para sanção do Executivo, representa um exemplo raro de pragmatismo e responsabilidade fiscal e social na gestão municipal.

Trunfo

O grande trunfo do projeto é a priorização da manutenção de postos de trabalho. Ao permitir que empresas consolidadas — muitas delas com décadas de operação — regularizem sua situação, o poder público evita o desemprego de centenas de trabalhadores. Empresas irregulares muitas vezes ficam numa espécie de “limbo jurídico” — não pagam tributos por insegurança ou litígio, ou o município deixa de cobrar por temer judicialização.

Correção

A mensagem do Executivo lembra que as leis de incentivo de 1997, 2007 e 2015 geraram benefícios, mas não previram adequadamente a dinâmica do mercado. Empresas mudaram de ramo — indústria virou serviço, comércio virou logística — e, tecnicamente, descumpriram contratos. Contudo, cumpriram o espírito da lei: gerar desenvolvimento. O projeto corrige essa distorção sem anistiar má-fé, pois exige ocupação mínima de 5 anos e análise caso a caso.

 

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