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Transporte

Com forte neblina, nem mesmo PAPI é visto por pilotos no Aeroporto de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A região de Passo Fundo enfrenta um rigoroso inverno e, além das baixas temperaturas, a neblina e a chuva tornam o cenário desafiador.

Não tem sido raro haver momentos em que chuva e neblina intensa ocorrem ao mesmo tempo. Na manhã de ontem (30), a situação se repetiu.

Com uma forte neblina na cidade, os voos da Latam e da Azul sofreram com o fenômeno. As duas aeronaves, com previsão de chegada a Passo Fundo antes do meio-dia, fizeram círculos sobre Santa Catarina por vários minutos, na expectativa de uma melhora das condições meteorológicas no aeroporto.

Houve grande atraso e a aeronave da Latam, por exemplo, só conseguiu concluir o pouso em Passo Fundo e posteriormente decolar para São Paulo no início da tarde, quando a neblina já havia se dissipado.

Nesse contexto, muitas pessoas se perguntam qual é o papel dos equipamentos instalados no aeroporto, como o PAPI e o sistema de medição de visibilidade, e por que, mesmo com essa tecnologia, a neblina continua afetando as operações.

O PAPI (Precision Approach Path Indicator) é um conjunto de luzes instalado ao lado da pista que orienta o piloto durante a aproximação. As diferentes combinações de luzes indicam se a aeronave está acima, abaixo ou na trajetória ideal de descida para o pouso. Trata-se de uma importante referência visual, mas sua utilização depende de o piloto conseguir enxergar a pista durante a aproximação.

Já o RVR (Runway Visual Range), ou Alcance Visual da Pista, é o equipamento que mede a distância máxima em que um piloto consegue visualizar as luzes, marcações e demais referências da pista. Esse sistema fornece um dado preciso sobre a visibilidade existente naquele momento, permitindo verificar se as condições atendem aos mínimos operacionais exigidos para pousos e decolagens.

Os dois sistemas atuam de forma complementar. Enquanto o PAPI auxilia o piloto a manter o ângulo correto de aproximação, o RVR informa se existe visibilidade suficiente para que essa aproximação seja realizada com segurança.

Quando a neblina reduz o alcance visual abaixo dos limites estabelecidos para a aeronave e para o aeroporto, o piloto pode não conseguir avistar a pista nem as luzes do PAPI a tempo de concluir o pouso. Nesses casos, por questão de segurança, a aproximação é interrompida, a aeronave arremete ou permanece aguardando melhora das condições, podendo até seguir para um aeroporto alternativo.