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Agronegócios

Com novo trecho asfaltado e trajeto mais curto, Porto de Imbituba é visto como alternativa para escoação da safra regional

| RD Uirapuru / Mateus Miotto

Empresários, produtores rurais e lideranças do agronegócio participaram, na manhã desta quinta-feira (14), de um encontro no Sindicato Rural de Passo Fundo para discutir as novas oportunidades de comercialização de grãos, farelos e insumos agrícolas por meio do Porto de Imbituba, em Santa Catarina. O evento ocorreu na sede da entidade, na Avenida Brasil, no bairro Boqueirão.

A programação teve como foco principal apresentar os impactos positivos que a conclusão das obras da BR-285, na Serra da Rocinha, poderá trazer para o setor produtivo do Norte do Rio Grande do Sul, especialmente na logística de transporte de cargas. Participaram do encontro representantes de empresas ligadas ao agronegócio, à operação portuária e ao transporte de grãos e fertilizantes.

Falando à Uirapuru, o presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo, Carlos Fauth, destacou que o Porto de Imbituba surge como uma alternativa estratégica para os produtores gaúchos. Segundo ele, o terminal catarinense ficará cerca de 150 quilômetros mais próximo da região Norte do Estado em comparação ao Porto de Rio Grande.

O dirigente afirmou que atualmente a maior parte da produção regional de grãos é escoada pelo Porto de Rio Grande, assim como boa parte dos fertilizantes recebidos no Estado. No entanto, avaliou que a redução da distância pode representar economia importante para os produtores, especialmente diante do aumento dos custos com combustíveis.

Também participou do evento o representante da empresa TMSA, do segmento de movimentação de cargas de granéis, Plínio Pereira Neto. Ele explicou que a companhia atua há cerca de 60 anos no setor de movimentação de granéis sólidos para embarque em navios, sendo responsável por tecnologias utilizadas em diversos portos brasileiros.

Sobre o Porto de Imbituba, o representante da empresa destacou que o terminal possui características diferenciadas em relação ao Porto de Rio Grande, especialmente por ser um porto acostado e exigir menor necessidade de dragagem. Segundo ele, trata-se de uma estrutura considerada atrativa para ampliação das operações ligadas ao agronegócio.

Gilberto Borgo, da Adubos Coxilha, também conversou com a Uirapuru. Conforme ele, o entendimento de sua empresa é a abertura de um novo horizonte com o Porto de Imbituba. Será um novo caminho para exportar a soja, trazendo benefício econômico para a empresa e aos produtores. O frete que sairá de Passo Fundo e região será menor, valorizando a exportação do produto e também a chegada de insumos a preços inferiores na região.