Comunicação não violenta ajuda a transformar reações impulsivas em diálogo, explica psicólogo
A Uirapuru realiza semanalmente o programa Emoção, Afeto e Comportamento. Apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer, o programa promove reflexões sobre temas atuais ligados à saúde mental, comportamento e qualidade de vida, sempre com a participação de convidados especiais. Na edição mais recente, o assunto foi a comunicação não violenta. O psicólogo Tiago Maciel participou do programa para explicar o conceito, sua origem e como essa forma de comunicação pode contribuir para melhorar os relacionamentos na família, no ambiente de trabalho e na convivência social.
Durante a entrevista, Tiago destacou que a comunicação acontece o tempo todo e vai muito além das palavras. Gestos, postura, tom de voz e expressões corporais também transmitem mensagens e influenciam diretamente a maneira como as pessoas interpretam uma conversa. Segundo ele, toda relação humana é mediada pela comunicação e é justamente por meio dela que surgem tanto os vínculos quanto os conflitos. A comunicação não violenta, desenvolvida na década de 1960, deve ser compreendida não apenas como uma técnica, mas como uma forma de enxergar as relações humanas, tornando o diálogo mais claro, respeitoso e assertivo, reduzindo mal-entendidos e favorecendo a compreensão entre as pessoas.
O psicólogo também explicou que existem diferentes estilos de comunicação. A comunicação passiva ocorre quando a pessoa deixa de expressar claramente seus pensamentos e necessidades. Já a comunicação agressiva acontece quando alguém procura impor suas opiniões sem considerar os sentimentos e a posição do outro. Entre esses dois extremos está a comunicação assertiva, que busca equilibrar a defesa das próprias ideias com o respeito às necessidades da outra pessoa, criando espaço para o diálogo e para a construção de soluções em conjunto.
Tiago ressaltou ainda que os conflitos costumam provocar reações automáticas, principalmente quando alguém se sente atacado ou desrespeitado. Nesses momentos, a proposta da comunicação não violenta é interromper a reação impulsiva e incentivar uma pausa para compreender quais emoções foram despertadas e quais necessidades estão por trás daquele sentimento. Segundo o psicólogo, esse processo amplia as chances de diálogo, reduz interpretações equivocadas e permite que as pessoas expressem seus sentimentos de forma mais clara, fortalecendo os relacionamentos e diminuindo os conflitos do cotidiano.
