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Geral

Conversas sobre finanças devem ser naturais nos relacionamentos, explica advogada

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A vida financeira frequentemente é apontada como uma das principais causas de conflitos familiares, especialmente entre casais. Casos recentes envolvendo pessoas viciadas em apostas, que comprometeram todo o patrimônio da família, reforçam a importância do diálogo e do planejamento financeiro dentro dos relacionamentos. O tema foi debatido na mais recente edição do programa Emoção, Afeto e Comportamento, apresentado por Erico Hecktheuer, que recebeu a advogada especialista em Direito das Famílias e Sucessões, Dra. Giovana Fehlauer, idealizadora do projeto Elas Sabem.

Durante a entrevista, a advogada afirmou que muitas dificuldades enfrentadas em separações poderiam ser evitadas com informação e planejamento desde o início da relação. Segundo ela, decisões tomadas ainda no namoro, na união estável ou no casamento produzem reflexos jurídicos importantes, embora muitos casais desconheçam as consequências dessas escolhas.

Um dos principais alertas foi sobre a necessidade de naturalizar as conversas sobre dinheiro. Conforme Giovana, definir previamente regras sobre patrimônio, investimentos, administração financeira e regime de bens não demonstra falta de confiança, mas representa uma forma de prevenir conflitos futuros e proporcionar mais segurança para ambos.

A especialista também explicou que é possível alterar o regime de bens durante o casamento, desde que sejam observados os procedimentos legais e haja acompanhamento de profissionais especializados. Ela lembrou ainda que a união estável produz praticamente os mesmos efeitos jurídicos do casamento, mesmo sem uma cerimônia formal, realidade que ainda é desconhecida por muitas pessoas.

Outro exemplo citado envolve os empreendedores. Conforme a advogada, empresas criadas durante a união podem integrar a partilha de bens em caso de separação, mesmo quando apenas um dos cônjuges figure oficialmente como sócio. Ao final, Giovana ressaltou que conhecer direitos, deveres e as consequências jurídicas das escolhas permite que homens e mulheres construam relações mais equilibradas, transparentes e seguras.