Skip to content

Polícia

Defesa de brigadiano que atirou em agentes da PF afirma que ele agiu de forma instintiva acreditando se tratar de um assalto

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A defesa do policial militar afastado Daniel Machado Figueiró se manifestou na tarde desta quinta-feira (2) sobre o confronto registrado durante uma operação da Polícia Federal em Passo Fundo, que resultou no delegado federal, Michel Brasil Saliba e um agente baleados.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o advogado José Paulo Schneider afirmou, inicialmente, que a defesa lamenta o ocorrido e manifestou respeito à Polícia Federal como instituição. Segundo ele, alguns esclarecimentos são necessários neste momento da investigação.

De acordo com o advogado, Daniel Figueiró não era alvo do mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal. Conforme a defesa, a ordem judicial tinha como alvo a companheira do policial militar.

Schneider também esclareceu que o brigadiano estava afastado das atividades da corporação por solicitação própria, em razão do tratamento de saúde de sua mãe, diagnosticada com câncer. Segundo ele, o afastamento foi solicitado por interesse particular e não determinado pela Brigada Militar.

Ainda conforme o relato apresentado pelo policial à delegada responsável pelo caso, ele não teria ouvido os avisos de identificação dos agentes federais e acreditou estar diante de uma situação de assalto ou de ameaça relacionada à sua atividade profissional. Diante disso, segundo a defesa, teria reagido instintivamente para proteger a si e à companheira.

O advogado afirmou ainda que, após perceber que se tratava de uma ação policial e que havia agentes feridos, o militar passou a adotar condutas voltadas à preservação da integridade física dos envolvidos.

Daniel Machado Figueiró foi preso em flagrante e permanece custodiado na Delegacia da Polícia Federal em Passo Fundo. Conforme informações repassadas pela defesa, ele é investigado inicialmente por quatro tentativas de homicídio, referentes ao delegado e aos demais agentes que participavam do cumprimento do mandado.

Nas próximas horas, deverá ocorrer a audiência de custódia, ocasião em que a Justiça decidirá se a prisão em flagrante será convertida em prisão preventiva ou se o policial poderá responder ao processo em liberdade.

A defesa também informou que a arma utilizada nos disparos era de propriedade particular do policial, com registro regular e autorização para posse e porte.

Sobre a companheira do militar, alvo da operação da Polícia Federal, o advogado informou que ela prestou esclarecimentos às autoridades e foi liberada. Schneider ressaltou, entretanto, que não atua na defesa dela e que a mulher é representada por outros advogados.

Questionado sobre a dinâmica do confronto, o advogado afirmou que ainda não há confirmação oficial sobre o número de disparos efetuados e nem sobre a possibilidade de troca de tiros entre os envolvidos, circunstâncias que seguem sendo apuradas pela investigação.

Ao final da entrevista, José Paulo Schneider afirmou que a defesa está em oração pela recuperação do delegado ferido e desejou seu restabelecimento o mais breve possível.

O delegado da Polícia Federal Michel Brasil Saliba está internado em estado grave de saúde no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo.