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Polícia

Defesa de companheira de PM que atirou em agentes da PF afirma que ela sofria ameaças e que houve troca de tiros na operação

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

A defesa da empresária investigada na operação da Polícia Federal que resultou em um delegado federal e um agente baleados pelo policial militar afastado Daniel Machado Figueiró divulgou uma nota à imprensa esclarecendo a situação envolvendo sua cliente.

Segundo os advogados, a diligência realizada nesta quinta-feira decorre de uma investigação relacionada a supostos crimes de contrabando internacional e descaminho. Conforme a defesa, foram expedidos exclusivamente mandados de busca e apreensão para a residência e a empresa da empresária, não havendo qualquer mandado de prisão em seu desfavor nem prisão durante a operação.

De acordo com a nota, a empresária é proprietária de uma revenda de automóveis e teria adquirido veículos de outra garagem da cidade. Em razão da não entrega da documentação dos automóveis, ela passou a cobrar a regularização da situação e, segundo seu relato, começou a sofrer ameaças por parte do proprietário do estabelecimento. As supostas ameaças teriam sido comunicadas ao seu companheiro, o policial militar investigado.

Ainda conforme a defesa, a arma utilizada pelo policial encontrava-se próxima à cama no momento da diligência em razão do receio gerado pelas ameaças anteriormente recebidas.

A investigada também relatou aos advogados que somente identificou que se tratava de policiais federais quando os fatos já estavam em andamento, afirmando ainda que houve troca de tiros durante a operação.

A defesa destacou que a empresária permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, confia na completa apuração dos fatos e reforça que a responsabilidade de cada investigado deve ser analisada de forma individual, com observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

Assinam a nota os advogados Maurício Batista da Silva, Tábata Luiza Haag Bitencourt Pasquali, Pedro Henrique Bitencourt Pasquali e Arthur Feltrin Milani.