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Cidade

Demanda por táxis aumenta quase 40% nos últimos anos em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo
Demanda por táxis aumenta quase 40% nos últimos anos em Passo Fundo

Em um cenário marcado pela presença cada vez maior dos aplicativos de transporte, os taxistas de Passo Fundo avaliam que o setor vive um momento de recuperação. A busca por mais segurança, atendimento personalizado e preços previamente definidos está entre os fatores apontados pela categoria para explicar o aumento da demanda. Atualmente, o município conta com cerca de 124 permissões de táxi distribuídas em diferentes pontos da cidade.

Em entrevista à Uirapuru, o presidente da Associação dos Permissionários de Ponto de Táxi de Passo Fundo, Erivelto de Oliveira, afirmou que, apesar da popularização dos aplicativos de transporte, os táxis registraram, nos últimos anos, um aumento entre 30% e 40% na procura pelo serviço. Segundo ele, o crescimento ocorre de forma gradual e tem sido impulsionado por diferentes fatores, entre eles a busca dos passageiros por um serviço regulamentado e com maior sensação de segurança.

Oliveira afirma que muitos usuários voltaram a procurar os táxis após experiências negativas com corridas por aplicativos, especialmente em situações em que os valores cobrados acabaram sendo superiores aos inicialmente informados pelas plataformas. O representante da categoria também destaca que os taxistas passam por uma série de exigências para atuar na cidade, como cadastro junto à Prefeitura, renovação periódica de alvarás e inspeções técnicas dos veículos. Além disso, ele ressalta que a categoria também acompanha as mudanças do mercado e utiliza plataformas digitais para atender os passageiros. Em Passo Fundo, taxistas podem ser acionados por meio do aplicativo 99Táxi, ampliando as opções de atendimento à população.

Ao abordar os desafios enfrentados pelo setor, Oliveira apontou a necessidade de uma fiscalização mais intensa por parte do poder público. Segundo ele, a principal preocupação dos taxistas está relacionada ao transporte clandestino, especialmente em locais de grande circulação de passageiros, como o aeroporto e espaços que recebem eventos de grande porte. O presidente da associação defende que a fiscalização seja ampliada para coibir irregularidades e assegurar condições justas de concorrência entre as diferentes modalidades de transporte.