Passo Fundo conta com mais de 1.200 motoristas de caminhões; situação das estradas é uma das maiores dificuldades
No dia 25 de julho é celebrado como o Dia do Motorista, uma data dedicada aos profissionais que garantem o transporte de cargas, movimentam a economia e asseguram o abastecimento de cidades em todo o país. Em Passo Fundo, a estimativa é de que mais de 1.200 motoristas de caminhões e veículos de carga atuem diariamente. Apesar da importância da atividade, a categoria ainda enfrenta desafios, tendo a situação das rodovias como uma das principais dificuldades para quem vive na estrada.
Em entrevista à Uirapuru, o caminhoneiro Ângelo Alérico destacou que a profissão é essencial para o funcionamento do país. Segundo ele, praticamente todas as atividades dependem do transporte rodoviário e, sem os motoristas, o abastecimento e a logística ficam comprometidos.
Ao falar sobre a realidade da categoria, Alérico apontou que uma das principais dificuldades enfrentadas atualmente é a situação das rodovias. Para ele, o aumento do fluxo de veículos, aliado à falta de investimentos em infraestrutura, torna o trabalho mais difícil e aumenta os riscos para quem passa boa parte da rotina nas estradas. O caminhoneiro também citou questões relacionadas ao frete como desafios enfrentados pelos profissionais.
Apesar dos obstáculos, ele avalia que o preço do diesel deixou de ser o principal problema da categoria. Segundo Alérico, após um período de forte alta, o valor do combustível voltou a um patamar mais estável, permitindo que os fretes acompanhassem os custos da atividade. Sobre a união entre os motoristas, Alérico afirma que ainda há dificuldades para organizar a categoria em torno de representações comuns. No entanto, destaca que, nas estradas, o espírito de solidariedade permanece. De acordo com ele, quando um colega enfrenta algum problema durante uma viagem, outros caminhoneiros costumam prestar auxílio.
