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Geral

Dia Internacional da Ufologia: museu no Rio Grande do Sul celebra 25 anos

| RD Uirapuru / Mateus Miotto

O Dia Internacional da Ufologia, celebrado neste 24 de junho, terá um significado especial em 2026 para o Rio Grande do Sul. Na mesma data, o Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência Victor Mostajo, localizado em Itaara, completa 25 anos de fundação, consolidando-se como uma das mais importantes instituições dedicadas à preservação, pesquisa e divulgação da Ufologia na América Latina.

Fundado em 24 de junho de 2001, o museu nasceu com a missão de reunir documentos, fotografias, vídeos, relatos e objetos relacionados aos fenômenos aéreos não identificados, promovendo também o diálogo entre a Ufologia, a História e a Ciência. Ainda em seu primeiro ano de funcionamento, a instituição ganhou projeção nacional , atraindo visitantes de diversas regiões do país, entre eles o cantor e compositor Zé Ramalho, que se tornou padrinho do museu.

Ao longo de um quarto de século, o espaço formou um amplo acervo documental e passou a receber pesquisadores, estudantes, jornalistas e turistas interessados no tema. A instituição também desenvolve atividades educativas e culturais por meio do turismo pedagógico, palestras, exposições e eventos voltados à divulgação do conhecimento. Em 2019, ampliou sua atuação com a inauguração do Observatório Bioastronômico Cosmos, voltado ao turismo astronômico, com a presença do astronauta brasileiro Marcos Pontes.

Para o historiador e diretor do museu, professor Hernan Mostajo, a Ufologia vive atualmente um dos momentos mais importantes de sua história. Segundo ele, a divulgação de arquivos oficiais pelo governo dos Estados Unidos elevou o debate sobre os chamados fenômenos aéreos anômalos não identificados a um novo patamar de credibilidade.

Mostajo destaca que os próprios documentos liberados pelas autoridades norte-americanas reconhecem que muitos desses fenômenos permanecem sem explicação. “Eles afirmam que não sabem a origem desses casos e também não podem dizer se possuem ou não origem extraterrestre. O tema continua em aberto”, observa.

Na avaliação do pesquisador, a tendência é que outras potências também ampliem a transparência sobre o assunto. Rússia e China já demonstraram interesse em tornar públicos parte de seus arquivos, movimento que pode contribuir para uma compreensão mais ampla dos registros acumulados ao longo das últimas décadas.

“Estamos vivendo um momento especial da Ufologia mundial. Talvez seja até uma preparação para aquilo que ainda poderá surgir no futuro em relação a esses fenômenos”, afirma.

Apesar do crescente interesse internacional, Mostajo ressalta que o papel do museu não é comprovar a existência de vida extraterrestre. Segundo ele, a função da instituição é preservar a memória dos casos, estimular a reflexão e apresentar aos visitantes diferentes possibilidades de interpretação sobre um fenômeno que continua despertando curiosidade e questionamentos em todo o mundo.

Reconhecido como o primeiro museu de Ufologia da América Latina e o único do gênero no Brasil, o espaço também teve papel decisivo para que Itaara recebesse o título de Capital Gaúcha da Ufologia, fortalecendo a identidade cultural e turística do município.