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Saúde

Doenças silenciosas, hepatites podem evoluir por anos sem diagnóstico, aponta médica

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O Julho Amarelo marca a mobilização nacional de conscientização sobre as hepatites virais e foi tema de entrevista com a médica Dra. Lisia Hoppe, especialista em Gastroenterologia e Hepatologia do Hospital São Vicente de Paulo, que explicou como essas doenças atingem o fígado, suas formas de transmissão, evolução e possibilidades de prevenção e tratamento. Segundo a Dra. Lisia Hoppe, a detecção precoce tem papel central no controle dos casos.

De acordo com a Dra. Lisia Hoppe, as hepatites virais são causadas por vírus que atingem o fígado e podem ser classificadas principalmente como hepatite A, hepatite B e hepatite C. A médica do Hospital São Vicente de Paulo explicou que a hepatite A e a hepatite B costumam se manifestar com quadro agudo, incluindo icterícia, enquanto a hepatite C, na maior parte das vezes, evolui sem sintomas evidentes e tende a se tornar crônica, conforme detalhou a Dra. Lisia Hoppe.

A Dra. Lisia Hoppe informou que a hepatite A ocorre principalmente por ingestão de água e alimentos contaminados, além de possibilidade de transmissão por via sexual devido ao contato fecal-oral. Já as hepatites B e C, segundo a especialista do Hospital São Vicente de Paulo, são transmitidas por contato com sangue contaminado, incluindo transfusões, compartilhamento de objetos perfurocortantes, tatuagens, piercings e uso compartilhado de materiais em situações de uso de drogas. A médica também destacou que a hepatite B pode ser transmitida da mãe para o filho durante a gestação e no período perinatal.

A Dra. Lisia Hoppe explicou ainda que a evolução das hepatites B e C pode ocorrer ao longo de anos sem sintomas, o que faz com que o diagnóstico, muitas vezes, aconteça apenas em fases avançadas, quando já há comprometimento do fígado. Segundo a médica do Hospital São Vicente de Paulo, essas infecções estão relacionadas à cirrose e ao câncer de fígado, especialmente quando não há diagnóstico e acompanhamento.

Por fim, a Dra. Lisia Hoppe ressaltou o papel da testagem disponível nas unidades básicas de saúde, com uso de testes rápidos para rastreamento e encaminhamento em caso de resultado positivo. A especialista do Hospital São Vicente de Paulo também lembrou a existência de vacina para hepatite A e hepatite B e a disponibilidade de tratamento pelo Sistema Único de Saúde para hepatite C, com possibilidade de cura, além de terapias para controle da hepatite B, com o objetivo de reduzir a progressão da doença.