Evento na UPF celebra 80 anos do rádio em Passo Fundo e debate futuro da comunicação
Os 80 anos da radiodifusão em Passo Fundo foram tema de um evento realizado nesta quinta-feira (24), na Universidade de Passo Fundo. A programação reuniu profissionais da comunicação, professores, pesquisadores e representantes de emissoras para discutir a trajetória do rádio na cidade, as transformações provocadas pelas novas tecnologias e os desafios para o futuro do meio. Entre os homenageados, esteve a radialista Dirne Terezinha conhecida como a rainha do rádio.
Representando o Grupo Uirapuru, Beatriz Fragomeni participou de um dos painéis e destacou que o rádio passou por diferentes transformações ao longo das últimas décadas, mas conseguiu acompanhar as mudanças tecnológicas. Segundo ela, a chegada da televisão, da internet, das redes sociais e, mais recentemente, da inteligência artificial não significou o fim do rádio, mas abriu novas possibilidades para o setor. Beatriz ressaltou ainda que a digitalização ampliou a presença das emissoras, que atualmente não estão restritas ao aparelho de rádio.
Segundo ela, o conteúdo também está presente em plataformas como YouTube, Instagram, Facebook e podcasts. Nesse cenário, destacou a importância do jornalismo local e da credibilidade das informações diante do avanço das fake news e da desinformação.
A coordenadora do curso de Jornalismo da UPF, professora Bibiana Friderichs, também participou das discussões e avaliou que o rádio mantém relevância justamente pela proximidade com a comunidade. Ela destacou que, enquanto outras plataformas ampliam a circulação de conteúdos globais, as emissoras locais continuam exercendo o papel de informar sobre aquilo que acontece próximo das pessoas.
O evento também contou com a participação da professora Fabiana Beltrami, coordenadora do Passo Criativo e vice-presidente do Instituto Histórico de Passo Fundo. Ela explicou que a iniciativa buscou preservar a história da radiodifusão no município e, ao mesmo tempo, promover uma reflexão sobre o futuro da comunicação sonora. Fabiana destacou que muitas características do rádio permanecem, mas a forma de produção mudou significativamente. Com a tecnologia, os profissionais conseguem produzir conteúdos fora dos estúdios e distribuir o material em diferentes formatos, incluindo podcasts e plataformas digitais. Para ela, o rádio passou a ocupar novos espaços sem abandonar sua função de informar.
Djiovan Carvalho, presidente do Instituto Histórico de Passo Fundo, destacou a importância de aproveitar os 80 anos da radiodifusão no município para discutir não apenas a história do rádio, mas também seu papel na atualidade. Segundo ele, o evento reuniu profissionais que fizeram parte da trajetória do rádio na cidade, comunicadores que atuam atualmente e estudantes, proporcionando uma troca de experiências sobre as transformações e os desafios do meio e sua presença no cotidiano da população.
