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Polícia

Ex-marido de professora morta em Constantina nega participação no crime e diz que está contribuindo com investigação

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O ex-marido da professora Glória Werkhausen, de 43 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (16) em Constantina. A prisão foi realizada pela Brigada Militar em cumprimento a uma decisão judicial, no âmbito da investigação da morte da professora, registrada na noite do último domingo e que causou grande comoção no município e na região.

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado ao Hospital de Constantina para a realização de exame de corpo de delito. Na sequência, foi apresentado na Delegacia de Polícia para os procedimentos legais.

Segundo as informações apuradas, o homem, identificado como Márcio Oliveira dos Santos, é taxista em Constantina e ex-marido da vítima. O casal tem um filho.

Ainda durante a manhã, equipes da Polícia Civil e da Brigada Militar realizaram diligências na residência do investigado, incluindo buscas relacionadas ao inquérito.

A prisão é temporária e integra as investigações sobre a morte da professora. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre os elementos reunidos nem confirmaram a motivação do crime. O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil, que irá definir, ao término da investigação, as responsabilidades eventualmente apuradas.

Defesa divulga novo posicionamento

O advogado José Paulo Schneider, responsável pela defesa de Márcio Oliveira dos Santos, divulgou um novo posicionamento sobre o caso.

Na manifestação, a defesa esclarece que a prisão possui natureza temporária e tem como finalidade garantir a regularidade das investigações, ressaltando que a medida não pode ser interpretada como uma presunção de culpa.

O advogado afirma ainda que o investigado nega de forma veemente qualquer relação com a morte de sua ex-companheira e que permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Segundo a defesa, Márcio tem colaborado com a investigação desde o início, tendo prestado depoimentos sem a presença de advogado e fornecido espontaneamente as senhas de seus aparelhos celulares para análise.

Por fim, o defensor destaca a importância de que a investigação transcorra dentro da legalidade, com a apuração integral, imparcial e técnica de todas as hipóteses e linhas investigativas que surgirem durante o trabalho policial.

A investigação permanece em andamento, e até o momento a Polícia Civil não se manifestou sobre a nova nota divulgada pela defesa. Vale destacar que a prisão temporária tem caráter cautelar e não representa condenação ou reconhecimento de culpa, cabendo à investigação reunir os elementos necessários para o esclarecimento dos fatos.