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Geral

Fala Passo Fundo: Após chuvas históricas, assistência social mobilizou operação para atender 90 pessoas em áreas de risco

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers


As fortes chuvas que atingiram Passo Fundo nesta semana mobilizaram uma força-tarefa da Prefeitura para atender moradores afetados pelos alagamentos. Em apenas 24 horas, o município registrou mais de 200 milímetros de chuva, exigindo a atuação integrada de diversas secretarias, da Defesa Civil e de voluntários para retirar famílias de áreas de risco e garantir acolhimento aos atingidos. Ao todo, cerca de 90 pessoas precisaram deixar suas residências, sendo que 19 necessitaram de acolhimento provisório

A secretária de Cidadania e Assistência Social, Elenir Chapuis, destacou que o trabalho teve como prioridade preservar vidas e oferecer atendimento humanizado às famílias. Segundo ela, equipes da assistência social, motoristas, servidores municipais e voluntários atuaram desde os primeiros momentos para identificar as pessoas em situação de risco, realizar a triagem e encaminhá-las conforme a necessidade de cada caso.

Das pessoas que deixaram suas casas, a maioria conseguiu permanecer na residência de familiares ou amigos. Já aquelas que não tinham para onde ir foram encaminhadas para equipamentos da assistência social. A Casa de Passagem foi o principal local utilizado para acolhimento, além da Casa da Mulher. O Centro POP permaneceu preparado para receber pessoas, caso fosse necessário ampliar a estrutura, assim como pousadas previamente mapeadas pelo município.

Elenir explicou que, embora muitas pessoas defendam a abertura imediata de ginásios para abrigar famílias atingidas por enchentes, esse modelo só é utilizado quando realmente necessário. Conforme a secretária, deixar a própria casa já representa um momento de grande impacto emocional, por isso o município prioriza um atendimento individualizado, realizado por assistentes sociais, que avaliam cada situação antes de definir o encaminhamento mais adequado.

Outro desafio enfrentado pelas equipes foi convencer alguns moradores a deixarem suas residências. Conforme relatou Elenir, muitos resistem por receio de perder os poucos bens que possuem. Nesses casos, o trabalho das equipes é reforçar que a preservação da vida deve ser a prioridade, enquanto as questões materiais serão tratadas posteriormente.

Com a redução do nível da água, a assistência social iniciou uma nova etapa de atendimento. Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) percorreram as áreas atingidas para identificar as necessidades das famílias e organizar a distribuição de alimentos, colchões, cobertores e outros itens essenciais. As equipes também passaram a orientar moradores que perderam documentos durante os alagamentos. Segundo a secretária, já na quinta-feira todas as pessoas acolhidas haviam deixado os equipamentos públicos, retornando para suas casas, permanecendo com familiares ou seguindo para municípios onde possuíam rede de apoio.

Ao avaliar a resposta do município, Elenir Chapuis afirmou que os investimentos realizados nos últimos anos, como o desassoreamento de rios, melhorias em infraestrutura e a organização do plano de contingência, contribuíram para reduzir os impactos das chuvas. Ela também alertou para a grande quantidade de lixo carregada pelas enxurradas e reforçou que o descarte correto de resíduos é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população.