Falso contato de bancos segue entre os golpes mais comuns e criminosos usam pressão psicológica contra vítimas
As tentativas de golpes envolvendo falsas centrais bancárias continuam fazendo vítimas em todo o país e exigem atenção redobrada dos consumidores. Criminosos utilizam ligações telefônicas, mensagens e e-mails para se passar por instituições financeiras, com o objetivo de obter senhas, dados pessoais e realizar transferências bancárias.
Dados nacionais apontam que, a cada minuto, quatro tentativas de golpes virtuais são registradas no Brasil, demonstrando a dimensão do problema. Diante desse cenário, a orientação é desconfiar de qualquer contato que solicite informações sigilosas ou pressione o cliente a tomar decisões imediatas.
Em entrevista à Uirapuru, o coordenador do Balcão do Consumidor da Faculdade de Direito UPF, Rogério Silva, explicou que o receio de sofrer golpes digitais já está entre as principais preocupações dos brasileiros. Segundo ele, os criminosos aperfeiçoam constantemente as estratégias para enganar as vítimas, utilizando técnicas cada vez mais sofisticadas para simular contatos de bancos, operadoras de cartão de crédito e outros serviços financeiros.
Conforme o especialista, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reforça que instituições financeiras não entram em contato para solicitar senhas, códigos de autenticação, dados pessoais ou transferências de valores para resolver supostos problemas na conta. Da mesma forma, os bancos não pedem que clientes instalem aplicativos por telefone nem enviam motoboys para buscar cartões bancários nas residências.
Os golpistas costumam agir com pressão psicológica, criando situações de urgência para impedir que a vítima reflita antes de agir. Por isso, ele recomenda que qualquer solicitação recebida por telefone, mensagem ou e-mail seja confirmada diretamente pelos canais oficiais da instituição financeira, como o gerente da conta, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), a ouvidoria ou, se necessário, presencialmente na agência.
Para ele, a principal forma de prevenção é agir com calma, desconfiar de contatos inesperados e nunca compartilhar senhas ou instalar aplicativos sem confirmar a origem da solicitação. O especialista reforça que, diante de qualquer suspeita, o consumidor deve interromper a conversa e procurar imediatamente os canais oficiais da instituição envolvida. Conforme ele, nenhuma situação é tão urgente que impeça uma conferência prévia, medida que pode evitar prejuízos financeiros e transtornos aos clientes.
