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Greve

Greve dos Correios: agências de Passo Fundo seguem funcionando nesta sexta-feira

Públicado em Por RD Uirapuru / Gabriel Nunes
Rádio Uirapuru

Apesar da aprovação de uma greve nacional por tempo indeterminado, as agências dos Correios em Passo Fundo seguem funcionando nesta sexta-feira (11). Segundo o Sindicato dos Funcionários dos Correios – Subsede de Passo Fundo, não há, até o momento, adesão à paralisação na cidade.

A situação em Passo Fundo é diferente da registrada em outras regiões do país após trabalhadores dos Correios aprovarem, em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10), uma greve por tempo indeterminado.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Funcionários dos Correios – Subsede de Passo Fundo, Gelson Luiz Zapello, as unidades da cidade estão trabalhando normalmente e os funcionários acompanham os próximos desdobramentos das negociações em nível nacional.

“As agências e o operacional estão trabalhando. Eles estão analisando o movimento e, se tiver alguma adesão, será a partir da semana que vem”, explicou Zapello.

Segundo o diretor, a categoria também aguarda possíveis novos movimentos em Brasília e uma eventual apresentação de proposta por parte da empresa.

“Hoje os trabalhadores resolveram trabalhar. Conforme for o resultado, se tiver mais algum movimento lá em Brasília e não houver alguma proposta da empresa, aí poderemos ter adesões na cidade”, afirmou.

O sindicato informou ainda que qualquer mudança na situação de Passo Fundo será comunicada à população.

Greve dos Correios foi aprovada em diferentes regiões do Brasil

A greve foi aprovada por sindicatos que representam trabalhadores dos Correios em diferentes estados e regiões do país.

A mobilização ocorre após as negociações da campanha salarial terminarem sem um acordo entre os representantes dos trabalhadores e a direção da empresa.

Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diversas regiões aprovaram a paralisação.

A categoria também participou de rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Entre os principais pontos de discussão está o plano de saúde dos funcionários dos Correios. Os trabalhadores defendem a manutenção da assistência à saúde, considerada uma das questões centrais das negociações.

Como está funcionando a greve dos Correios?

O impacto da greve pode variar conforme o nível de adesão dos funcionários em cada estado, cidade e unidade.

Em algumas localidades, trabalhadores já iniciaram a paralisação, enquanto em outras, como Passo Fundo, os funcionários permanecem trabalhando.

Por isso, a situação dos serviços postais não é necessariamente igual em todas as unidades dos Correios no Brasil.

Correios adotam medidas para manter entregas

Diante da mobilização nacional, os Correios informaram que colocaram em funcionamento um Plano de Continuidade de Negócios, com o objetivo de reduzir possíveis impactos aos clientes.

Entre as medidas anunciadas estão o remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e estratégias logísticas para tentar manter a regularidade das entregas.

A empresa também afirmou que apresentou uma proposta durante as negociações e que buscou chegar a um acordo com os representantes dos trabalhadores.

O que os Correios ofereceram aos funcionários?

Segundo os Correios, a proposta apresentada contempla 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente.

Entre os pontos oferecidos estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com validade a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde dos empregados.

A estatal afirmou ainda que permanece comprometida com a valorização dos funcionários e com a continuidade dos serviços postais em todo o país.

Crise financeira aumenta pressão sobre os Correios

A greve nacional ocorre em um momento de forte pressão financeira sobre os Correios.

A estatal acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, a empresa registrou resultado negativo de R$ 5,6 bilhões.

Apesar do cenário financeiro delicado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi menor do que os resultados negativos apresentados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.

Correios aguardam empréstimo de R$ 7 bilhões

A empresa também aguarda um novo empréstimo de aproximadamente R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro.

A operação deverá envolver um grupo de bancos, seguindo modelo semelhante ao financiamento de R$ 12 bilhões obtido no fim do ano passado.

Entre as instituições que devem participar da nova operação estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul.

O financiamento de R$ 7 bilhões já havia sido informado pelos Correios nas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre de 2026, divulgadas no fim de agosto.

Onde os Correios estão em greve?

A mobilização reúne sindicatos de diferentes regiões do Brasil, incluindo entidades estaduais e sindicatos que representam trabalhadores de cidades e regiões específicas.

Entre os estados e regiões que aprovaram a paralisação estão Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Também aprovaram a greve sindicatos de regiões como Campinas, Juiz de Fora, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.