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Saúde

Ignorar dores na terceira idade pode comprometer a mobilidade, alerta médico

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Dor na terceira idade não é normal, alerta ortopedista

Envelhecer traz mudanças naturais para o organismo, mas sentir dor constante não faz parte desse processo. Especialista explica por que o problema deve ser investigado e destaca que há tratamentos capazes de preservar a mobilidade e a qualidade de vida.

Envelhecer traz mudanças naturais para o organismo, como redução da força muscular e maior desgaste das articulações. No entanto, conviver com dores frequentes ou intensas não faz parte de um envelhecimento saudável. Apesar de muitas pessoas acreditarem que o desconforto é uma consequência inevitável da idade, especialistas alertam que a dor persistente pode ser um sinal de doenças que precisam ser avaliadas e tratadas para evitar a perda da mobilidade e da qualidade de vida.

Dor na terceira idade não deve ser considerada normal

O assunto foi abordado pelo médico Douglas Pedroso durante o programa Saúde em Família, após uma ouvinte relatar que o pai, de 72 anos, sente fortes dores nos joelhos, mas se recusa a procurar atendimento médico por acreditar que o problema é apenas “coisa da idade”.

Segundo Douglas Pedroso, essa percepção ainda é comum entre muitos idosos e pode atrasar o diagnóstico de doenças articulares. O especialista reforçou que a dor na terceira idade não é uma consequência natural do envelhecimento e que qualquer sintoma persistente deve ser investigado.

Dor no joelho e outras dores articulares têm tratamento

Conforme explicou o médico, atualmente existem diversas alternativas para tratar as dores articulares. Entre elas estão fisioterapia, infiltrações e procedimentos modernos indicados para alguns casos de desgaste no joelho. O objetivo é aliviar a dor, preservar a mobilidade e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

Douglas Pedroso também alertou para os riscos de adiar a procura por atendimento. Segundo ele, quando a dor é ignorada, o quadro pode evoluir e comprometer a capacidade de caminhar e realizar atividades simples do dia a dia, reduzindo a autonomia do idoso.

A família tem papel importante no cuidado com o idoso

Outro ponto destacado pelo especialista foi a importância do apoio familiar. De acordo com Douglas Pedroso, filhos e cuidadores devem incentivar o idoso a procurar avaliação médica sempre que houver dor persistente, principalmente quando existe resistência em buscar atendimento por acreditar que o desconforto faz parte da idade.

O médico lembrou ainda que exames como radiografias, tomografias e ressonâncias, além de sessões de fisioterapia, podem ser realizados para identificar a causa da dor e definir o tratamento mais adequado.

Quando procurar atendimento médico?

A recomendação é que dores persistentes não sejam ignoradas, independentemente da idade. Quanto mais cedo a dor na terceira idade for investigada, maiores são as chances de controlar os sintomas, preservar a mobilidade e evitar limitações que comprometam a independência e a qualidade de vida do idoso.