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Saúde

Influenza representa hoje um risco maior que a Covid-19, avalia médico

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers
Close-up of little girl getting PCR test at medical clinic during coronavirus epidemic.

Com a chegada do inverno e o aumento das doenças respiratórias, a vacinação contra a gripe volta a ocupar papel central nas estratégias de prevenção. Durante o quadro Saúde em Família, no programa Mix Uirapuru, o médico Douglas Pedroso destacou que a Covid-19 continua presente, mas atualmente apresenta menor impacto sobre a saúde da população do que os vírus respiratórios típicos desta época do ano.

Segundo o médico, a Covid-19 ainda circula, porém com menor morbidade em comparação ao período mais crítico da pandemia. Ele observou que as vacinas desenvolvidas para a doença passaram por diferentes esquemas de aplicação ao longo dos últimos anos e que, neste momento, a principal preocupação deve estar voltada para os vírus respiratórios sazonais, especialmente a influenza.

A recomendação, conforme Douglas Pedroso, é que a população procure os postos de saúde para receber a vacina contra a gripe, disponível gratuitamente. O médico afirmou que a imunização oferecida pelo Sistema Único de Saúde é eficaz para os vírus em circulação e representa uma importante ferramenta para reduzir casos graves e internações.

Dados do Painel de Hospitalizações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG/RS) mostram que, até esta terça-feira (10), a influenza havia provocado 82 hospitalizações e 10 óbitos em Passo Fundo ao longo de 2026. A incidência era de 39,79 casos por 100 mil habitantes e 28,05% dos pacientes internados precisaram de leitos de UTI. A taxa de mortalidade registrada era de 4,85 óbitos por 100 mil habitantes, enquanto a letalidade hospitalar alcançava 12,20%.

No mesmo período, os números da Covid-19 eram menores. Conforme o painel, atualizado até 10 de junho de 2026, o município contabilizava sete hospitalizações e dois óbitos pela doença neste ano. A incidência era de 3,40 casos por 100 mil habitantes, com 14,29% dos internados necessitando de atendimento em UTI. A taxa de mortalidade era de 0,97 óbito por 100 mil habitantes, enquanto a letalidade hospitalar chegava a 28,57%.

Durante a entrevista, o médico também alertou para a importância de procurar atendimento logo nos primeiros sintomas gripais. Segundo ele, existe um medicamento antiviral disponibilizado pela rede pública que pode ser prescrito pelos profissionais de saúde e que apresenta melhores resultados quando iniciado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas.

Douglas Pedroso destacou que muitas pessoas ainda esperam o agravamento do quadro ou a realização de testes antes de buscar atendimento, o que pode comprometer a eficácia do tratamento. A orientação é procurar uma unidade de saúde assim que surgirem os primeiros sinais de gripe para que o paciente seja avaliado e receba a conduta mais adequada.