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Polícia

Maurício Dal Agnol permanece preso e mais de 700 credores seguem na busca por ressarcimento

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A reportagem da Rádio Uirapuru buscou atualizações sobre o caso envolvendo o ex-advogado Maurício Dal Agnol. Conforme a advogada Vanessa Lara Mello, que representa a Associação das Vímitas de Maurício Dal Agnol, os pagamentos que vinham sendo realizados de forma coletiva estão suspensos, e as vítimas que ainda não receberam os valores deverão buscar o ressarcimento individualmente na Justiça.

Dal Agnol permanece preso em Canoas, para onde foi transferido após ser preso no ano passado em sua residência em Passo Fundo. Nesta segunda-feira, uma decisão judicial revogou essa prisão preventiva. No entanto, o ex-advogadao deverá permanecer na cadeia devido possuir condenação em outros crimes. A suspensão dos pagamentos ocorreu após a Ação Civil Pública que reunia os credores ser julgada improcedente. A situação ainda aguarda uma definição sobre os efeitos dessa decisão.

Apesar disso, as vítimas não perderam o direito de cobrar os valores. A relação de credores que consta no processo da 4ª Vara Cível de Passo Fundo continua servindo como referência.

Cobrança depende da localização de bens

Agora, os advogados de cada credor podem buscar individualmente a localização de patrimônio que esteja em nome do ex-advogado. Quando bens ou valores são encontrados, a Justiça pode determinar bloqueios, penhoras e até leilões para tentar garantir o pagamento.

Por isso, o resultado pode ser diferente para cada vítima. Quem conseguir localizar patrimônio e garantir a penhora poderá avançar na tentativa de receber os valores.

Caso se arrasta há mais de uma década

O caso ganhou repercussão nacional após investigações que apontaram irregularidades envolvendo valores de clientes. Em 2024, Dal Agnol foi condenado em primeira instância a 96 anos de prisão.

Em 2025, a Operação Barba Negra voltou a colocar o caso em evidência. Durante a investigação, foram apreendidos cerca de R$ 4,7 milhões em dinheiro, além de veículos, armas e outros bens.

Parte dos valores recuperados já foi destinada aos credores. Em dezembro de 2025, por exemplo, a Justiça iniciou o pagamento de aproximadamente R$ 5,3 milhões para 30 credores.

Mesmo após anos de processos e recuperação de patrimônio, mais de 700 credores ainda aparecem relacionados ao caso em Passo Fundo, e muitos continuam aguardando o ressarcimento.

Agora, com os pagamentos coletivos suspensos, a busca pelo dinheiro passa a depender principalmente das ações individuais e da localização de patrimônio que possa ser utilizado para quitar as dívidas.