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Geral

Motoristas devem mudar forma de conduzir e redobrar atenção para neblina e pista escorregadia, alerta PRF

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O clima de inverno traz consigo não só um desafio pelas temperaturas baixas no Estado, mas também pela dificuldade em dirigir em meio à neblina. A situação potencializa cenários de perigo nas estradas, reduzindo a visão drasticamente.

Na manhã de ontem (16), um grave acidente aconteceu em meio à forte neblina na BR 285, próximo ao trevo de acesso à Água Santa. A colisão envolveu uma viatura dos Bombeiros de Passo Fundo e um carro de passeio, resultando na morte de um casal que estava no carro de passeio.

Diante deste cenário, a Uirapuru conversou com o chefe de Operações da 8ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Passo Fundo, Eduardo Dalla Corte Tofoli.

Conforme ele, a neblina reduz drasticamente a visibilidade e figura entre as principais causas de acidentes graves nesta época, especialmente colisões traseiras e frontais. Diante desse cenário, ele destaca que é indispensável que o motorista adapte sua forma de dirigir às condições da estrada.

A principal orientação é manter o farol baixo sempre aceso e, caso o veículo possua, utilizar também o farol de neblina. Além disso, é fundamental reduzir a velocidade e aumentar a distância de segurança em relação ao veículo que segue à frente, ampliando o tempo de reação diante de qualquer imprevisto.

Outra recomendação é jamais utilizar o pisca-alerta enquanto o veículo estiver em movimento, pois esse equipamento é destinado apenas para situações de emergência com o carro parado. O policial também orienta que os motoristas evitem estacionar no acostamento durante períodos de forte neblina, já que outros condutores podem perder a referência do traçado da pista e acabar atingindo o veículo parado.

Manter os vidros desembaçados e utilizar corretamente o limpador de para-brisa também contribui para preservar a visibilidade durante a viagem.

Além da neblina, Tofoli chama atenção para um fenômeno típico dos dias mais frios: a formação do chamado gelo negro. Ele explica que essa camada se forma quando a umidade, o sereno ou resíduos de chuva entram em contato com um asfalto cuja temperatura está próxima ou abaixo de zero grau.

O problema é que essa película de gelo é praticamente imperceptível ao motorista, que muitas vezes enxerga apenas uma pista aparentemente molhada ou brilhante, sem imaginar que o trecho está extremamente escorregadio.

Conforme o chefe de Operações da PRF, sempre que possível, os motoristas devem evitar deslocamentos durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã, período em que as temperaturas costumam ser mais baixas e as condições favorecem tanto a formação de neblina quanto de gelo sobre a pista.

Segundo ele, atitudes simples de prevenção e prudência podem ser decisivas para evitar acidentes e preservar vidas durante o inverno.