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Saúde

Passo Fundo é a única cidade do interior gaúcho com estudo clínico ativa para Alzheimer 

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Passo Fundo é a única cidade do interior do Rio Grande do Sul com estudo clínico ativo para pessoas com Alzheimer, de acordo com o Instituto Méderi. Desenvolvida no norte gaúcho, a pesquisa clínica tem o objetivo de desenvolver novos tratamentos voltados à doença associada à psicose. Neste Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer, lembrado nesta segunda-feira (21), a iniciativa é reforçada junto à comunidade como forma de acesso gratuito à saúde com acompanhamento médico regular.

O estudo clínico para pessoas com doença de Alzheimer associada à psicose, que afeta até 50% dos pacientes ao longo da evolução do Alzheimer. Os sinais se manifestam por meio de delírios (crenças falsas, como se estivesse sendo roubado) e alucinações (ver ou ouvir o que não está presente). Segundo os responsáveis pelo estudo, os tratamentos atualmente disponíveis para esses sintomas podem apresentar limitações relacionadas aos efeitos adversos, o que reforça a necessidade de novas alternativas terapêuticas. 

Os participantes da pesquisa clínica passam por uma triagem e um acompanhamento médico gratuito de seis semanas. Após essa etapa, eles podem ter acompanhamento de segurança por mais 30 dias ou optar por entrar no estudo de extensão de longo prazo. Neste segundo caso, todos os participantes recebem medicamento ativo por 52 semanas.

De acordo com a médica do Instituto Méderi, Dra. Karla Cortez, o Alzheimer é uma doença que necessita de novas perspectivas terapêuticas, já que não possui cura definida. Ela também pontua a importância da relação entre a pessoa com a doença e seu cuidador. “A psicose associada ao Alzheimer é considerada uma área de grande necessidade médica não atendida, uma vez que antipsicóticos atípicos comuns apresentam efeitos colaterais que frequentemente superam seus benefícios. Diferente do esquecimento, a psicose gera agitação e desconfiança, o que eleva drasticamente os níveis de estresse, ansiedade e depressão nos cuidadores, que muitas vezes se tornam o alvo das paranoias do paciente”, define.

Segundo a Dra. Karla, para o cuidador, o estudo reduz a sensação de “desamparo”, ao ter ciência do monitoramento semanal do paciente, o que gera segurança emocional e reduz a carga de vigilância constante. 

Quem pode participar
O estudo clínico para Alzheimer está disponível para interessados que possuam entre 55 e 95 anos, com diagnóstico da doença de Alzheimer com sintomas de psicose (alucinações ou delírios) presentes por, pelo menos, dois meses. É obrigatório ter um parceiro de estudo ou cuidador designado que acompanhe o paciente em todas as visitas e procedimentos. 

Mais informações sobre o estudo clínico ou como participar podem ser consultadas pelo telefone (54) 3581.1831 ou WhatsApp (54) 98432.7885, e também de forma presencial no Instituto Méderi, na Avenida Sete de Setembro, 55, Sala 7, no Centro de Passo Fundo.