Pets ganham espaço nas famílias e adoções cresceram 30% após pandemia
Os animais de estimação, os pets, deixaram de ser apenas companheiros e passaram a ocupar um espaço cada vez mais importante dentro das famílias brasileiras. O tema foi destaque no programa Emoção, Afeto e Comportamento, da Rádio Uirapuru, apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer. A convidada da edição foi a professora e mestre Ana Terra Zimmermann, médica veterinária e coordenadora do campus agronegócio da Atitus de Passo Fundo, que abordou o crescimento das chamadas famílias multiespécie e a relação afetiva entre humanos e pets.
Segundo Ana Terra, o vínculo entre pessoas e animais mudou rapidamente nas últimas décadas. Hoje, cães e gatos são vistos como integrantes da família, participando da rotina diária, da convivência dentro de casa e até mesmo de momentos emocionais importantes. A transformação também impulsionou novos serviços voltados ao mercado pet, como atendimento veterinário especializado, planos de saúde animal, hotéis para pets e até funerárias exclusivas para cães e gatos.
Durante a entrevista, a veterinária explicou que o interesse pelo tema também nasceu da própria vivência pessoal. Ela contou que conviveu por 19 anos com uma gata chamada Isabela e percebeu como os animais desenvolvem laços afetivos profundos com seus tutores. Conforme destacou, esse relacionamento ajuda a explicar por que tantas pessoas encontram nos pets companhia, acolhimento emocional e sensação de pertencimento.
Outro ponto que chamou atenção foi o aumento das adoções de animais durante a pandemia. De acordo com Ana Terra, houve crescimento de aproximadamente 30% no período, principalmente entre pessoas que nunca haviam tido um animal de estimação. O isolamento social, as rotinas dentro de casa e o distanciamento entre as pessoas fizeram com que muitos buscassem nos pets uma forma de afeto, interação e apoio emocional.
A especialista também comentou sobre diferenças entre cães e gatos no ambiente familiar. Enquanto os cães costumam exigir mais atenção e interação, os gatos se adaptam melhor a apartamentos, rotinas corridas e períodos maiores sozinhos. Segundo ela, essa praticidade faz com que o número de felinos cresça cada vez mais nos lares modernos, tendência já observada em países desenvolvidos.
