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Em meio a debate internacional, Pix ganha espaço e já responde por 30% das vendas em supermercados de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo
Em meio a debate internacional, Pix ganha espaço e já responde por 30% das vendas em supermercados de Passo Fundo
Em meio a debate internacional, Pix ganha espaço e já responde por 30% das vendas em supermercados de Passo Fundo

O sistema de pagamentos instantâneos Pix voltou ao centro de uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.  O governo do presidente Donald Trump passou a questionar o modelo brasileiro, alegando que o Banco Central favorece o Pix em detrimento de empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos, como operadoras de cartões e plataformas digitais.  O tema foi incluído em uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, que propôs a aplicação de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros.

Enquanto autoridades brasileiras defendem o Pix como uma ferramenta pública que ampliou a inclusão financeira e reduziu custos para consumidores e empresas, o governo norte-americano sustenta que o sistema cria uma concorrência considerada desleal para companhias dos Estados Unidos.  A criação do Pix mudou o comportamento dos consumidores, realidade observada também em mercados e estabelecimentos comerciais de Passo Fundo.  A reportagem da Uirapuru buscou entender como a população da cidade utiliza a ferramenta e se o sistema já assumiu protagonismo nas formas de pagamento adotadas pelos estabelecimentos locais.

Em entrevista à Uirapuru, o presidente do Sincogêneros de Passo Fundo e proprietário da rede de supermercados Marcolan, Celso Marcolan, afirmou que o Pix já se consolidou como uma das principais formas de pagamento utilizadas pelos consumidores.  Segundo ele, a participação da modalidade cresceu significativamente nos últimos anos.  Enquanto no início o Pix representava entre 10% e 15% das vendas, atualmente já responde por cerca de 30% das transações realizadas nos supermercados da rede.

Com o aumento da utilização do sistema instantâneo de pagamentos, o uso dos cartões perdeu espaço. De acordo com Marcolan, os pagamentos por cartão hoje representam entre 10% e 20% das vendas, percentual inferior ao registrado antes da popularização do Pix, quando a modalidade chegava a representar 50% das operações.  Apesar do avanço da tecnologia, o dinheiro em espécie ainda mantém presença significativa nos estabelecimentos.

A presidente do Sindilojas Passo Fundo, Deise Migliori, destacou que os cartões de crédito continuam desempenhando papel importante no comércio, especialmente nas compras de maior valor e que exigem parcelamento.  No entanto, segundo ela, o Pix se consolidou como uma das principais formas de pagamento utilizadas pelos consumidores e lojistas, registrando crescimento significativo nos últimos anos devido à praticidade, rapidez e segurança oferecidas pelo sistema.  Deise também observou que o uso do dinheiro em espécie vem diminuindo gradativamente.  Para ela, independentemente das discussões internacionais sobre o tema, o Pix já faz parte da rotina dos brasileiros e transformou as relações de consumo, tornando as transações mais rápidas e acessíveis para empresas e clientes.