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Polícia

Prisão de suspeito de matar professora em Constantina é convertida em preventiva

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A Justiça converteu em preventiva a prisão temporária do homem investigado pela morte da professora Glória Werkhausen, de 43 anos, em Constantina, no norte do Rio Grande do Sul. Conforme a Polícia Civil, ele será indiciado por feminicídio com agravante de asfixia, ocultação de cadáver e incêndio doloso.

O pedido para a mudança do regime de prisão foi apresentado pela Polícia Civil na semana passada e aceito pela Justiça na sexta-feira (7). Como o investigado já estava detido temporariamente, a nova ordem judicial foi cumprida imediatamente.

De acordo com o delegado Cristiano De Bone, responsável pelo caso, o inquérito policial deverá ser concluído e encaminhado ao Ministério Público até sexta-feira (14), acompanhado do indiciamento pelos três crimes.

Glória foi localizada morta no dia 12 de julho, após um incêndio atingir a residência onde vivia, no bairro Florestal. Nas primeiras etapas da apuração, uma das hipóteses consideradas era a de suicídio. No entanto, o avanço das investigações apontou para a possibilidade de que a professora tenha sido assassinada e de que o local tenha sido incendiado na tentativa de alterar a cena do crime.

Durante os exames periciais, foram identificados um ferimento no pulso direito da vítima e marcas compatíveis com esganadura na região do pescoço. Segundo o delegado, o corte no pulso teria sido provocado pelo autor do crime. A investigação considera relevante o fato de Glória ser destra, já que, conforme a análise policial, a posição e as características do ferimento não seriam compatíveis com uma lesão provocada por ela mesma.

Outro elemento considerado pela Polícia Civil foi a dinâmica do incêndio. As chamas ficaram concentradas principalmente na área da sala de estar, justamente onde o corpo da professora foi encontrado. A partir do conjunto de indícios reunidos, a investigação passou a tratar o caso como feminicídio.

O ex-marido de Glória foi preso temporariamente no dia 16 de julho. Os dois mantiveram um relacionamento durante aproximadamente 25 anos e estavam separados havia cerca de quatro meses quando ocorreu a morte.

O advogado de defesa do ex-marido, Dr. José Paulo Schneider foi procurado pela reportagem e disse que não vai se manifestar no momento.