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Educação

Professores estaduais fazem greve nesta quinta-feira contra leilão de PPPs na educação

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers
Divulgação Cpers

O Cpers Sindicato promove nesta quinta-feira (16) uma greve da rede estadual de ensino em protesto contra o leilão das Parcerias Público-Privadas (PPPs) voltadas à manutenção de escolas estaduais. Em Passo Fundo, a mobilização ocorrerá a partir das 10h, em frente à agência do Banrisul da Avenida Brasil. Uma nova paralisação já está convocada para o dia 23 de julho, data prevista para a realização do leilão, em São Paulo.

De acordo com o diretor-geral do Núcleo 7 do Cpers Sindicato em Passo Fundo e conselheiro-geral da entidade, Orlando Marcelino, a greve integra um calendário de mobilizações organizado pela categoria para tentar impedir a concessão da manutenção de escolas estaduais à iniciativa privada. Segundo ele, o objetivo é chamar a atenção da comunidade para os impactos que o modelo pode trazer ao financiamento da educação pública.

Marcelino afirmou que o governo do Estado tem ampliado a participação da iniciativa privada em diferentes áreas da administração pública e que, na educação, a proposta das PPPs representa mais um passo nesse processo. Conforme explicou, o projeto prevê a concessão da manutenção de 99 escolas estaduais por um período de 25 anos.

Segundo o dirigente sindical, o contrato está estimado em aproximadamente R$ 5 bilhões durante sua vigência. Ele argumenta que os recursos destinados às empresas poderiam ser investidos diretamente nas escolas e afirmou que muitas das unidades contempladas já receberam reformas ou possuem condições adequadas de infraestrutura.

Ainda conforme Orlando Marcelino, a transferência desses recursos para empresas privadas pode comprometer investimentos em outras áreas da educação, como manutenção das demais escolas da rede, alimentação escolar e valorização dos profissionais. Ele ressaltou que, mesmo sem escolas de Passo Fundo entre as contempladas, o orçamento da educação é único e, por isso, o impacto pode atingir todas as regiões do Estado.

O diretor-geral do Núcleo 7 também informou que o sindicato ingressou com ações judiciais para tentar suspender o leilão. No entanto, destacou que a entidade considera a mobilização da comunidade, dos professores e dos demais trabalhadores da educação essencial para pressionar o governo a rever a proposta.

Embora as escolas incluídas na concessão estejam concentradas principalmente na Região Metropolitana de Porto Alegre e em outros municípios do Estado, Marcelino reforçou que a discussão envolve recursos públicos da educação gaúcha como um todo, motivo pelo qual o sindicato defende a participação da sociedade nos atos programados para os dias 16 e 23 de julho.