Queda de balão que matou oito pessoas em SC completa um ano sem responsabilizações definidas
Um ano após a tragédia que chocou o país, familiares das vítimas da queda de um balão de ar quente em Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, seguem aguardando respostas sobre as circunstâncias do acidente que matou oito pessoas e deixou diversos feridos.
O acidente ocorreu na manhã de 21 de junho de 2025, quando um balão utilizado para passeios turísticos pegou fogo poucos minutos após a decolagem. A aeronave transportava 21 ocupantes. Parte dos passageiros tentou escapar saltando da cesta, enquanto outras vítimas não conseguiram deixar o equipamento antes da queda.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram que o incêndio teve início na região do maçarico. Também foi constatado que o extintor disponível no balão não funcionou durante a tentativa de combate às chamas. Apesar da conclusão da primeira fase do inquérito ainda em 2025, novas diligências foram determinadas posteriormente e o caso permanece em apuração.
Em nota, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que os procedimentos relacionados ao acidente continuam em andamento e tramitam sob segredo de Justiça. Segundo o órgão, uma das diligências requisitadas para aprofundar as investigações ainda não foi concluída, motivo pelo qual não há definição sobre eventuais responsabilizações até o momento.
O MPSC também destacou que acompanha diferentes frentes de apuração. Na esfera criminal, são investigadas as circunstâncias da tragédia e possíveis responsabilidades. Já na área cível, seguem as análises sobre os direitos dos consumidores e os desdobramentos causados pelo acidente. O caso ainda possui procedimentos em tramitação no Ministério Público Federal (MPF).
A tragédia resultou na morte de oito pessoas e provocou mudanças nas normas que regulamentam o balonismo comercial no Brasil. Entre as novas exigências estão a obrigatoriedade de seguro contra terceiros, extintores em condições de uso, rádio de comunicação, altímetro, sistema de desinflagem rápida e licenciamento atualizado dos pilotos.
Para marcar um ano da tragédia e cobrar celeridade nas investigações, familiares de Juliane Jacinta Sawicki e Fabio Luiz Izycki organizam uma manifestação na tarde deste domingo (21), em Erechim. O ato tem como objetivo homenagear as vítimas, manter viva a memória dos que perderam a vida e reforçar o pedido por justiça.
Até o momento, não houve indiciamentos relacionados ao caso e as investigações seguem em andamento.
Reportagem: Leandro Vesoloski / Uirapuru
