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Geral

Relacionamentos podem reproduzir padrões vividos na infância, explica psiquiatra

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A Rádio Uirapuru realiza semanalmente o programa Emoção, Afeto e Comportamento, apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer, que aborda temas relacionados às emoções, aos relacionamentos e ao comportamento. Na mais recente edição, o programa foi apresentado pelo próprio psiquiatra, que trouxe diferentes questões para discussão com os ouvintes.

Entre os assuntos abordados, um dos pontos que chamou atenção foi a influência das experiências vividas na infância sobre os relacionamentos construídos na vida adulta. O tema surgiu a partir do relato de uma paciente que se sentia constantemente incomodada com o comportamento do marido. Segundo Erico, ela relatava que o companheiro criticava situações comuns do cotidiano, como sua participação na igreja, encontros com amigas e até mesmo idas à manicure. Quando era contrariado, ele também gritava e demonstrava agressividade verbal.

Durante a conversa, a paciente revelou que o comportamento do marido lembrava o próprio pai. Na infância, ela conviveu com uma figura paterna agressiva e autoritária, que provocava medo na família. A partir dessa percepção, o psiquiatra chamou atenção para a possibilidade de determinados padrões emocionais se repetirem ao longo da vida, muitas vezes sem que a pessoa perceba conscientemente essa relação.

Na avaliação apresentada por Erico, quem cresce em um ambiente marcado por medo, submissão ou falta de liberdade pode acabar reproduzindo ou aceitando situações semelhantes na vida adulta./ Ao mesmo tempo, o psiquiatra destacou que a vida adulta oferece novas possibilidades, já que a pessoa passa a ter autonomia para estabelecer limites, defender suas escolhas e se posicionar diante do outro.

Nesse contexto, Erico reforçou que uma relação saudável deve ser construída entre parceiros, sem uma hierarquia em que um determine o que o outro pode ou não fazer./ Respeito, diálogo e liberdade para manter atividades e interesses próprios foram apontados como elementos importantes para evitar que a relação se transforme em uma fonte permanente de sofrimento.