RGE afirma que aumento nas contas de energia é analisado caso a caso em Passo Fundo
As reclamações sobre o aumento nas contas de energia elétrica continuam entre os principais questionamentos dos consumidores de Passo Fundo. Nas últimas semanas, moradores procuraram a Uirapuru para relatar faturas com valores muito acima do habitual. Há casos de contas que passaram de cerca de R$ 200 para mais de R$ 16 mil. A situação também aumentou a procura pelo Procon e pelo Balcão do Consumidor da Universidade de Passo Fundo (UPF), além de provocar filas nos pontos de atendimento da concessionária.
Em entrevista à Uirapuru, o gerente de Serviços Comerciais da CPFL RGE, Fábio Calvo, afirmou que a empresa vem analisando individualmente as reclamações recebidas. Segundo ele, até o momento não foi identificado um problema generalizado no sistema de faturamento. De acordo com a concessionária, o aumento das faturas está relacionado a uma combinação de fatores registrados nos últimos meses. Entre eles estão as temperaturas mais baixas, que provocam maior uso de equipamentos como aquecedores, chuveiros elétricos, torneiras elétricas e secadoras. Outro fator apontado pela RGE é o reajuste tarifário aplicado em junho, que teve efeito médio de 14,9% para consumidores residenciais. A bandeira tarifária amarela também influencia o valor final da conta.
Durante a entrevista, a reportagem da Uirapuru questionou a concessionária sobre casos em que os valores registrados apresentam aumentos muito superiores ao histórico de consumo. Um dos exemplos envolve uma moradora de Passo Fundo cuja conta passou de aproximadamente R$ 200 ou R$ 300 para quase R$ 17 mil. Segundo Fábio Calvo, o caso está sendo analisado pela empresa. A RGE realizou visitas técnicas na residência e encaminhou equipamentos para laudo e avaliação. O gerente afirmou que as situações consideradas fora do padrão são avaliadas individualmente. Calvo destacou que, quando o consumidor questiona uma cobrança, a situação é analisada pela concessionária. Caso seja identificada alguma necessidade de revisão, a empresa informa o cliente e realiza os procedimentos necessários.
Outro assunto abordado na entrevista foi a alteração no sistema de faturamento da concessionária. Uma migração de plataformas afetou cerca de 740 mil consumidores, aproximadamente 23% da base de clientes. Esses consumidores não receberão a fatura referente ao mês de agosto para pagamento no calendário habitual. O valor será dividido automaticamente em seis parcelas, sem juros ou multas, entre outubro de 2026 e março de 2027.
A decisão, segundo a empresa, foi tomada para evitar que os consumidores tenham duas faturas com vencimento no mesmo mês. Embora a regulamentação permita o parcelamento em pelo menos duas vezes, a RGE optou por seis parcelas para reduzir o impacto no orçamento dos clientes. Os consumidores afetados estão sendo comunicados por e-mail, telefone, canais digitais ou correspondência. A fatura de setembro seguirá normalmente e o calendário de cobrança será retomado.
