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Estado

RS entra em alerta para nova rodada de chuvas intensas e risco de enchentes até 10 de agosto

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

O Rio Grande do Sul deve enfrentar um novo período de forte instabilidade nos próximos dias. A Defesa Civil Estadual e o Governo do Estado alertam para duas ondas de chuva intensa entre esta terça-feira (28) e o início de agosto, com um cenário de atenção que pode se estender até o dia 10 de agosto.

Em alguns períodos, os acumulados podem chegar a 150 milímetros em menos de 24 horas em algumas regiões. No pior cenário projetado pelo órgão, praticamente todo o Estado pode ser atingido por inundações em diferentes níveis. No entanto, a Defesa Civil reforça que as previsões ainda podem mudar, já que os modelos meteorológicos são atualizados constantemente e não permitem definir com precisão o local exato onde ocorrerão os maiores volumes de chuva ou os impactos mais intensos. As regiões mais críticas neste momento são a área Central e o Oeste do Estado, devido aos volumes registrados na última semana.

As projeções foram apresentadas nesta segunda-feira (27), durante coletiva de imprensa do Governo do Estado. De acordo com o Centro de Monitoramento da Defesa Civil, a primeira onda de chuva está prevista entre os dias 28 e 29 de julho. Na sequência, um novo episódio de instabilidade deve atuar entre 31 de julho e 3 de agosto. Conforme a projeção hidrológica, o cenário de maior atenção poderá se estender até o dia 10 de agosto, período em que os rios seguirão sendo monitorados devido à possibilidade de novos repiques e inundações. A Defesa Civil destacou que os modelos meteorológicos ajudam a antecipar cenários e orientar ações preventivas, mas que a intensidade, a abrangência e a localização das chuvas podem sofrer alterações até a confirmação dos eventos.

Durante a coletiva, o governador Eduardo Leite afirmou que o Estado está mais preparado para enfrentar eventos climáticos extremos do que em 2024, mas destacou que grandes volumes de chuva ainda podem causar impactos. Segundo ele, o foco é reduzir perdas, minimizar danos e ampliar a capacidade de resposta das equipes de emergência.

Leite ressaltou que, desde as enchentes históricas, foram adotadas medidas para aumentar a resiliência dos municípios. Entre os avanços, citou o fortalecimento da Defesa Civil e a ampliação dos planos de contingência, que hoje abrangem todos os 497 municípios gaúchos. O governador destacou que a atuação integrada entre Estado, municípios, Defesa Civil, comunidade científica, imprensa e população será fundamental para reduzir os impactos. A orientação é para que a população acompanhe os alertas oficiais e siga as recomendações das autoridades em caso de risco de alagamentos ou necessidade de evacuação.

O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, informou que toda a logística de resposta já começou a ser mobilizada antes da chegada da nova frente de instabilidade. Estruturas operacionais foram posicionadas em Santa Maria e Lajeado, além de bases menores no Vale do Caí e em Porto Alegre, para garantir maior agilidade no atendimento às regiões que eventualmente forem atingidas.