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Economia

RS tem maior crescimento do Sul no trimestre, mas cenário ainda exige cautela, aponta economista

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

O Rio Grande do Sul registrou crescimento econômico de 2,2% no primeiro trimestre deste ano, ficando acima de Santa Catarina, que apresentou estabilidade, e do Paraná, que avançou 0,5%, segundo estimativas de atividade econômica. O resultado indica uma retomada do desempenho da economia gaúcha no período, puxada principalmente pela indústria e pelo agronegócio, com destaque para a soja, mas especialistas reforçam que o número ainda é uma projeção e não representa o PIB oficial consolidado.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, a economista Cleide Moretto explicou que o indicador divulgado não é o resultado final do PIB, mas uma estimativa construída a partir de dados de atividade econômica, que ainda passam por consolidação e validação. Segundo ela, a comparação mostra que o crescimento do Estado ocorreu em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo uma recuperação gradual após anos de desempenho mais lento.

De acordo com a economista, o avanço está ligado a diferentes setores. Ela cita a retomada da indústria de derivados de petróleo, a melhora na produção automobilística, o bom desempenho da indústria de alimentos e a força do agronegócio. Nesse contexto, a soja tem papel central, já que concentra grande parte da produção no primeiro semestre e acaba influenciando fortemente o resultado do trimestre.

Cleide também destaca que esse movimento se espalha pela economia. O aumento da produção no campo e na indústria gera mais renda, o que se traduz em mais empregos e maior circulação de dinheiro. Isso impacta diretamente o consumo das famílias, que representa a maior parte da atividade econômica do Estado.

No comparativo com Santa Catarina e Paraná, a economista observa que os dois estados vinham de um nível de crescimento mais elevado, o que reduz o ritmo de expansão neste momento. Ou seja, não significa queda, mas uma base já mais alta de atividade econômica.

A perspectiva para os próximos meses é de continuidade da recuperação no setor industrial, que tende a manter impacto positivo, enquanto o setor primário deve ter um comportamento mais estável após o pico da safra da soja. Ainda assim, a análise é de cautela, já que fatores climáticos e desafios de competitividade seguem influenciando o desempenho da economia gaúcha.