Sepse exige atendimento rápido e pode levar à falência de órgãos, alerta infectologista do HC
As internações por sepse cresceram mais de 60% na última década, reforçando a preocupação com uma condição que pode evoluir rapidamente e levar à falência de órgãos. Conhecida popularmente como infecção generalizada, a sepse ocorre quando uma infecção provoca uma resposta inflamatória descontrolada no organismo.
Segundo o infectologista do Hospital de Clínicas de Passo Fundo (HC), Dr. Hugo Noal, a sepse pode ter origem em diferentes tipos de infecção, incluindo pneumonia e ferimentos. A reação provocada pelo organismo pode comprometer o funcionamento de órgãos vitais e, em casos graves, levar à morte.
“A sepse é uma reação inflamatória descontrolada que acaba prejudicando o funcionamento dos órgãos vitais”, explica o especialista.
Quais são os sinais de alerta da sepse?
A identificação dos sintomas é fundamental para que o atendimento seja iniciado rapidamente. Entre os principais sinais de alerta estão febre alta, tremores, respiração acelerada, falta de ar, pressão arterial baixa, confusão mental, sonolência excessiva e redução da quantidade de urina.
Diante desses sintomas, especialmente quando associados a uma infecção, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
Sepse é uma emergência médica
Dr. Hugo Noal destaca que o tempo é um fator determinante para o tratamento. Segundo o infectologista, a sepse é uma emergência médica tempo-dependente, assim como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC).
Cada hora de atraso no início do tratamento pode aumentar o risco de complicações e morte. Por isso, a identificação rápida do quadro e o início imediato das medidas necessárias são fundamentais.
Quem tem maior risco?
Embora qualquer pessoa possa desenvolver sepse a partir de uma infecção, alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade. Entre eles estão idosos, bebês prematuros, crianças pequenas, pessoas com imunidade comprometida e pacientes com doenças crônicas descompensadas.
Pessoas com infecções graves também precisam ficar atentas à evolução dos sintomas e buscar avaliação médica diante de qualquer sinal de agravamento.
Como prevenir a sepse?
Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de infecções e, consequentemente, de evolução para quadros graves. Entre elas estão manter a vacinação em dia, higienizar corretamente as mãos, cuidar de ferimentos e utilizar antibióticos somente com orientação médica.
A automedicação deve ser evitada. O uso incorreto de antibióticos pode dificultar o tratamento de infecções e contribuir para a resistência bacteriana.
