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Saúde

Setembro Amarelo: psicóloga destaca que ouvir e acolher pode ajudar a salvar vidas

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A importância da escuta, do acolhimento e da busca por ajuda foi destacada pela psicóloga Regina Gregório ao abordar o Setembro Amarelo, campanha de conscientização e prevenção ao suicídio. O tema foi discutido em entrevista à Rádio Uirapuru, em uma conversa sobre saúde mental, valorização da vida e os desafios relacionados ao sofrimento emocional.

Regina destacou que falar sobre suicídio de forma responsável é importante para combater tabus e preconceitos. A partir da própria experiência de perder familiares, a psicóloga explicou que falar sobre a dor pode contribuir para a elaboração do luto e também ajudar pessoas que passaram por situações semelhantes.

Segundo ela, o sofrimento não deve ser comparado ou diminuído. Uma situação considerada pequena por uma pessoa pode representar uma dor significativa para outra. Por isso, Regina considera fundamental evitar julgamentos e comentários que tratem o sofrimento como frescura, preguiça ou falta de força.

A psicóloga também chamou atenção para a dificuldade de muitas pessoas em buscar ajuda, especialmente os homens. Conforme ela, a ideia cultural de que o homem precisa ser forte, corajoso e capaz de resolver os problemas sozinho pode dificultar o reconhecimento do sofrimento e o acesso ao atendimento adequado.

Outro ponto destacado foi a importância de observar as pessoas que estão ao redor. Familiares, amigos e colegas podem estar atentos a mudanças de comportamento e sinais de sofrimento. Para Regina, oferecer escuta e apoio, sem comparar problemas ou tentar diminuir a dor do outro, pode ser uma atitude importante diante de alguém que não está bem.

Ela também ressaltou que ainda existem pessoas que sentem vergonha de procurar atendimento psicológico ou médico e que associam o uso de medicamentos para ansiedade e outros problemas a uma suposta fraqueza. Para ela, buscar ajuda representa uma forma de cuidado e pode fazer parte do processo de compreender e enfrentar a origem do sofrimento.

Na prevenção, a psicóloga destacou ainda a importância de atitudes simples no cotidiano. Olhar para as pessoas, cumprimentar, perguntar como alguém realmente está e demonstrar disposição para ouvir são formas de fortalecer vínculos e criar espaços de acolhimento.

Para Regina Gregório, falar sobre saúde mental e suicídio com responsabilidade contribui para reduzir o preconceito, estimular a busca por ajuda e reforçar que o sofrimento precisa ser acolhido, e não julgado.