Skip to content

Transporte

Tarifa técnica de R$ 9,39 não será o valor pago pelo passageiro, esclarece Prefeitura

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A Coleurb foi a única empresa a apresentar proposta na licitação do transporte coletivo de Passo Fundo e deverá assumir a operação do sistema pelos próximos 20 anos, caso seja habilitada nas próximas etapas do processo. Durante a abertura dos envelopes, realizada na quarta-feira (5), a concessionária apresentou uma tarifa técnica de R$ 9,39, valor inferior ao teto previsto no edital. A divulgação do número, no entanto, gerou dúvidas entre usuários sobre um possível aumento imediato no preço da passagem.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o procurador-geral do Município, Giovani Corralo, explicou que a tarifa apresentada pela empresa vencedora não corresponde ao valor que será cobrado dos passageiros. Segundo ele, os R$ 9,39 representam a tarifa técnica, utilizada como referência na licitação e calculada a partir dos custos necessários para operar o sistema dentro das exigências do novo contrato.

Corralo destacou que esse valor contempla todas as novas obrigações assumidas pela futura concessionária, como a renovação da frota, a implantação inicial de ar-condicionado em 5% dos ônibus, bilhetagem eletrônica integrada, câmeras de monitoramento, GPS e outras melhorias previstas no edital. Esses investimentos, segundo ele, estão incorporados ao cálculo da tarifa técnica.

O procurador reforçou que o passageiro continuará pagando a chamada tarifa pública, definida pelo Poder Executivo. Atualmente, explicou, a lógica já funciona dessa forma. Hoje, a tarifa técnica do sistema é de R$ 8,22, enquanto a tarifa pública paga pelo usuário é de R$ 6,00. A diferença entre os dois valores é coberta pelo Município por meio do subsídio ao transporte coletivo.

De acordo com Corralo, o novo contrato manterá esse mesmo modelo. A tarifa técnica continuará refletindo os custos reais da operação, enquanto a tarifa pública seguirá sendo fixada pela Prefeitura. A diferença entre ambas continuará sendo custeada pelo Município, mecanismo utilizado para reduzir o impacto do custo do transporte ao usuário.

O procurador também explicou que a tarifa técnica não é fixa durante toda a concessão. O contrato prevê revisões periódicas baseadas na evolução dos custos do sistema, como quilometragem percorrida, número de passageiros e demais despesas operacionais. Ainda assim, isso não significa que a tarifa pública será reajustada automaticamente na mesma proporção, já que a definição do valor pago pelo usuário continuará sendo uma decisão do Poder Executivo, considerando também o subsídio destinado ao transporte coletivo.