Um em cada cinco motoristas é autuado por embriaguez ou recusa em realizar o bafômetro na Balada Segura
As mudanças nos procedimentos de fiscalização de trânsito estão trazendo novos critérios para a abordagem de motoristas em todo o país. A nova regulamentação do Contran padroniza os testes para identificar o consumo de álcool e outras substâncias psicoativas e também detalha os procedimentos em casos de recusa ao bafômetro ou quando o condutor apresenta sinais de alteração. O assunto foi debatido no programa Sem Segredo, que também abordou o risco do cansaço entre motoristas profissionais, o uso de estimulantes e as ações de fiscalização realizadas em Passo Fundo.
Durante o programa, Rodrigo Calegari, chefe da Polícia Rodoviária Federal, explicou as mudanças trazidas pela nova resolução do Contran. A regulamentação padroniza os procedimentos para fiscalização de álcool e substâncias psicoativas, incluindo os testes de triagem e a possibilidade de uma nova verificação quando existe suspeita de álcool residual. Calegari destacou que a fiscalização também considera os sinais apresentados pelo motorista. Assim, mesmo com resultado negativo ou recusa ao bafômetro, havendo indícios de alteração, o condutor pode ser submetido a outros procedimentos, como registro da situação e avaliação médica.
E é justamente durante as abordagens que os sinais de alteração precisam ser identificados pelos agentes. Em Passo Fundo, as operações da Balada Segura são realizadas regularmente e ajudam a retirar das ruas motoristas que insistem em dirigir sob efeito de álcool ou outras substâncias. Éder Kerner, coordenador do Trânsito de Passo Fundo, explicou como funcionam as operações no município.
São realizadas pelo menos quatro ações por mês, geralmente com mais de 100 veículos abordados em cada operação. Segundo ele, entre 15% e 20% dos condutores acabam autuados, seja pelo resultado do teste ou pela recusa em realizar o bafômetro. Éder reforçou que a fiscalização não depende apenas do resultado do equipamento. Quando o motorista apresenta sinais de alteração, os agentes podem registrar esses indícios e adotar os procedimentos previstos na legislação. A recusa ao teste também gera autuação. Em casos com sinais de embriaguez, a situação pode ser documentada e encaminhada para avaliação médica, mesmo sem um resultado positivo no bafômetro.
Tadeu Trindade, secretário municipal da Segurança Pública, destacou que a fiscalização precisa estar acompanhada de ações educativas. Ele citou a campanha “Trânsito, somos todos nós” e o trabalho da Escola Pública de Trânsito, que já alcançou mais de 20 mil pessoas em um ano e meio. A proposta é orientar os motoristas e reforçar comportamentos seguros antes que as infrações resultem em acidentes.
