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Polícia

Vítima de 68 anos sofreu diversas mutilações em feminicídio registrado em Marau, revela delegado

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Um feminicídio registrado na noite de terça-feira chocou a comunidade de Marau pela violência empregada no crime e pela idade dos envolvidos. A vítima, identificada como Inês Bresciani Serafim, de 68 anos, foi morta na residência onde vivia com o companheiro, Juscelino Inácio Moretti, de 70 anos, em uma propriedade localizada na zona rural do município.

De acordo com a Polícia Civil, o caso começou a ser esclarecido após o suspeito dar entrada no Hospital Cristo Redentor apresentando ferimentos provocados por arma branca e sem conseguir se identificar. A situação chamou a atenção da equipe médica, que acionou imediatamente as autoridades.

Durante as diligências realizadas pela Polícia Civil, o homem apresentou um relato confuso e informou que sua companheira estaria morta. A partir das informações obtidas, os policiais, com apoio da Brigada Militar, localizaram a residência do casal e confirmaram a morte da mulher no local.

Segundo o delegado Norberto Rodrigues, responsável pelas investigações, a vítima apresentava ferimentos graves e diversas mutilações pelo corpo. O casal mantinha relacionamento havia aproximadamente cinco anos.

O suspeito foi preso em flagrante e permanece sob custódia enquanto se recupera dos ferimentos sofridos. A Polícia Civil já solicitou a conversão da prisão em preventiva e aguarda decisão do Poder Judiciário.

As circunstâncias e a motivação do crime ainda estão sendo investigadas. Conforme o delegado, não há, até o momento, informações sobre possíveis transtornos psiquiátricos envolvendo o investigado nem relatos familiares que indiquem essa possibilidade.

O inquérito policial foi instaurado e deverá ser concluído nos próximos dias. A investigação buscará esclarecer a dinâmica do crime e as razões que levaram ao feminicídio.

O delegado também destacou a atuação conjunta entre Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias e Hospital Cristo Redentor, ressaltando que a rápida comunicação entre os órgãos foi fundamental para a elucidação do caso e para a prisão em flagrante do suspeito.